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Três clubes, doze jogos e um padrão: os números que colocam Condé à frente de Ceni no histórico direto

Com aproveitamento de 100% pelo Remo em 2026 e saldo de 9 a 3 nos gols, Léo Condé acumula vantagem estatística sobre Rogério Ceni que vai além dos títulos recentes.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
15 de maio, 2026 · 03:10 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Desde 2024, toda vez que Léo Condé e Rogério Ceni se encontram à beira do campo, o número que fica ao final do jogo tem dito mais do que qualquer discurso. O técnico que comanda o Remo acumula, no confronto direto contra o treinador do Bahia, um retrospecto que impressiona pela consistência — especialmente quando se olha para o recorte mais recente.

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Segundo levantamento publicado pelo Bahia Notícias, foram 12 jogos no total entre os dois comandantes desde 2024, com Condé somando cinco vitórias, três empates e quatro derrotas. Isso representa 41,7% de aproveitamento em triunfos e 66,7% de partidas sem derrota — números que ganham ainda mais peso quando separados por clube.

O pico de desempenho de Condé contra Ceni veio em 2026, à frente do Clube do Remo. Se existe um carrasco recente para Rogério Ceni, esse nome é Léo Condé. Em 2026, os treinadores já se enfrentaram em três oportunidades, com o técnico do Bahia sendo superado em todas. O Remo aplicou 4 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, 3 a 1 no jogo de ida da Copa do Brasil, em Salvador, e mais uma vez o Remo derrotou o Bahia, desta vez por 2 a 1, no Mangueirão, com placar agregado de 5 a 2, selando a eliminação do Tricolor da Copa do Brasil 2026. No total, foram nove gols do Remo contra apenas três do Bahia nesse recorte — 100% de aproveitamento para Condé.

A passagem pelo Vitória, em 2024, também foi favorável ao técnico. Em cinco jogos disputados por Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Brasileirão, Condé venceu dois, empatou dois e perdeu apenas um, saindo invicto em 80% dos confrontos contra o rival baiano. Já no Ceará, o cenário se inverteu: em quatro jogos pela Copa do Nordeste e pelo Brasileirão de 2025, o treinador não venceu nenhuma vez e saiu derrotado em três oportunidades.

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Enquanto Ceni permaneceu à frente do Bahia durante todos os confrontos, Condé enfrentou o treinador tricolor comandando equipes distintas. Desde 2024, ele já esteve no banco de Vitória, Ceará e agora Remo. A versatilidade de clubes não impediu que um padrão se formasse: no cômputo geral, Condé saiu vitorioso com mais frequência.

O próprio Condé, no entanto, prefere não fazer muito barulho com os números. O treinador comentou sobre os frequentes confrontos com Rogério Ceni e evitou tratar o retrospecto como fator determinante. "São confrontos equilibrados. Cada um tem sua maneira de trabalhar, e a gente procura fazer o melhor não só contra o Bahia, mas contra qualquer adversário", afirmou.

Do lado do Bahia, a eliminação aprofundou uma crise que já vinha se acumulando. A campanha do Bahia na Copa do Brasil chegou ao fim. Após perder por 3x1 na Fonte Nova, o Tricolor foi ao Mangueirão para tentar reverter a desvantagem, mas saiu derrotado por 2x1. Além de definir a eliminação, o resultado piorou a crise do clube, que chegou ao sexto jogo seguido sem vencer. Com a eliminação para o Remo, o clube baiano só disputará o Brasileirão no restante do ano.

Para o Remo, além da classificação às oitavas da Copa do Brasil, a vitória consolida a boa fase e garante premiação financeira de R$ 3 milhões por atingir a próxima fase. O clube vive sua primeira temporada na Série A após 32 anos longe da elite.

Os dois treinadores devem se encontrar novamente ainda nesta temporada. O Bahia recebe o Remo na Arena Fonte Nova, em Salvador, somente na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro — após o intervalo da Copa do Mundo. Um novo resultado pode alterar os percentuais do retrospecto, mas até lá, os números falam por si: em 2026, Léo Condé ainda não perdeu nenhum jogo para Rogério Ceni.

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