Nádson Rodrigues, conhecido como “Nadgol”, ficou marcado como o último jogador ligado a um clube da Bahia a entrar em campo pela Seleção Brasileira. Foi na semifinal da Copa Ouro de 2003, no México: o Brasil venceu os Estados Unidos por 2 a 1, e Nádson entrou aos 81 minutos, substituindo Nilmar. Ele participou do lance que acabou gerando o pênalti convertido por Diego Ribas na prorrogação.
Os onze daquela semifinal
Os jogadores que iniciaram a partida foram:
- Heurelho Gomes
- Maicon, Luisão, Alex e Adriano
- Paulo Almeida, Diego Ribas, Kaká e Júlio Baptista
- Nilmar e Robinho
Um rápido passeio pela campanha
Nádson já havia estreado na Copa Ouro na fase de grupos, em 11 de julho, no Estadio Azteca, contra o México: entrou aos 82 minutos no lugar de Júlio Baptista, e o Brasil acabou perdendo por 1 a 0, gol de Jared Borgetti. Na final, também contra o México, Nádson não chegou a entrar em campo; o Brasil foi derrotado por 1 a 0 na prorrogação — e ali terminou sua trajetória com a camisa da seleção.
No Vitória e a subida em 2003
Natural de Serrinha (BA) e revelado pelo Vitória em 2001, Nádson viveu 2003 como o auge da carreira. Em seis meses marcou 30 gols e, ao fim do ano, somou 45 gols pelo clube. Nesse período colecionou títulos e feitos: foi campeão baiano de juniores, campeão do Nordeste, campeão baiano profissional, teve a artilharia da Copa do Brasil em uma edição e se tornou o maior artilheiro do Vitória.
Houveram partidas que se tornaram lembrança imediata: em um clássico entrou aos 78 minutos e marcou três gols para virar a partida; em outro, no Palestra Itália, participou da goleada por 7 a 2 sobre o Palmeiras, fazendo quatro gols.
Após a temporada de 2003, Nádson foi vendido ao Suwon Bluewings, negócio que também trouxe receita ao clube rubro-negro. Sua presença na seleção colocou seu nome numa lista restrita de jogadores nordestinos convocados para a equipe nacional.
“É uma história que ninguém vai apagar. Isso é muito importante na carreira de qualquer jogador, é algo que a gente leva para a vida toda. Sempre que tem convocação, meu nome vai estar lá. A minha foi em 2003, um ano espetacular. Eu estava subindo para o profissional, vindo da base, e fui artilheiro em todas as competições”, disse Nádson ao Bahia Notícias.
“Na Seleção é tudo diferente: o ambiente, os treinamentos… é o topo do topo. Você está do lado de jogadores que antes só via no videogame. De repente, está dividindo o campo com eles. É surreal”, afirmou o atacante.
O legado e as convocações recentes
Quem acompanha o futebol baiano sabe: a convocação de um jogador do estado para a seleção repercute. Nádson aprovou a chamada mais recente de Jean Lucas (então no Bahia), convocado para se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis, no dia 1º de setembro, para a preparação dos jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 contra Chile (4) e Bolívia (9). Além disso, o lateral Luciano Juba apareceu no radar da seleção após o destaque em 2025, e o técnico Rogério Ceni projetou a possibilidade de um segundo jogador do clube ser convocado naquele ano.
Imagina a sensação de quem sai da base de um clube do interior, vira referência no estadual e acaba levando seu nome ao cenário nacional — é um ciclo que inspira e mostra que conquistas locais também podem abrir portas maiores.