O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, foi questionado em entrevista coletiva nesta quinta-feira, no Barradão, sobre uma suposta proposta do Cruzeiro por Ricardo Amadeu, responsável pela coordenação da divisão de base do clube. A resposta foi direta: ele desconhece qualquer oferta e garante que o profissional não sai.
Segundo informações do portal Futebol Baiano, Mota fez questão de elogiar o trabalho de Amadeu antes de desmentir o rumor. "Ricardo Amadeu é coordenador de base e faz um trabalho belíssimo no Vitória. Jogadores convocados, Série A do sub-15 e sub-17. Ficamos cinco anos sem jogar competições nacionais na base. Hoje temos um calendário nacional de competições", afirmou o mandatário, segundo a publicação.
Sobre a suposta proposta da Raposa, Mota foi categórico: "Se teve proposta, eu que sou o presidente não estou sabendo de nada." A declaração encerrou, ao menos por ora, a especulação sobre uma possível saída do coordenador.
Ricardo Amadeu carrega uma trajetória consolidada dentro do Vitória. Ele está no clube desde 2019 e acumula passagens como treinador das categorias de base, auxiliar técnico do time profissional e coordenador geral da base. O profissional participou da campanha que tirou o Leão da Barra da Série C e chegou a assumir interinamente o time principal, segundo a fonte original, antes da chegada do técnico Léo Condé em 2023.
Filho do saudoso treinador Carlos Amadeu, que também trabalhou no clube baiano, Ricardo herdou a vocação para o trabalho formativo. Atualmente, a estrutura que ele coordena conta com mais de oito captadores espalhados pelo Brasil, dentro de um projeto que o próprio Fábio Mota considera um dos pilares do futuro do clube.
Os resultados têm aparecido. O Vitória voltou a disputar competições nacionais de base com regularidade, e jovens atletas do clube passaram a receber convocações para seleções de categoria e sondagens de outros clubes — inclusive da Série A e do mercado internacional, conforme levantamento feito anteriormente pelo gerente.
A coletiva desta quinta também abordou outros temas da temporada, como a disputa na Copa do Brasil e as prioridades do clube na Série A. No entanto, o episódio envolvendo Ricardo Amadeu chamou atenção por evidenciar que o trabalho silencioso da base rubro-negra tem despertado interesse fora da Bahia — a ponto de chegar aos ouvidos de um clube do porte do Cruzeiro.
Para Fábio Mota, o recado está dado: a reconstrução da base do Vitória é processo de médio e longo prazo, e os responsáveis por ele não estão à venda.







