O Brasil perdeu nesta sexta-feira (17) um dos maiores esportistas de sua história. Oscar Schmidt, o eterno "Mão Santa" do basquete brasileiro, faleceu em São Paulo aos 68 anos. Ele passou mal, foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA) e não resistiu. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar construiu ao longo de 25 temporadas como profissional um legado sem igual no basquete mundial. Com 49.703 pontos marcados na carreira, ele é considerado o maior pontuador de todos os tempos do esporte — até que LeBron James superou a marca em abril de 2024.
Pelos Jogos Olímpicos, onde participou de cinco edições consecutivas pela Seleção Brasileira, Oscar também é o maior cestinha da história, com 1.093 pontos. Seu ponto alto nas Olimpíadas foi a marcação de 55 pontos em partida única contra a Espanha, nos Jogos de Seul em 1988 — um recorde que permanece até hoje.
O momento mais emblemático de sua trajetória pela seleção foi o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Naquela final histórica, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, registrando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na competição. No total, foram 7.693 pontos em 326 partidas com a camisa verde e amarela, entre 1977 e 1996.
No início de abril de 2026, Oscar havia sido homenageado na cerimônia do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), em reconhecimento a uma carreira que transcendeu fronteiras. Além do Brasil, ele também atuou na Itália e na Espanha ao longo da vida.
Oscar deixa esposa, filhos e uma legião de fãs ao redor do mundo. Seu irmão Tadeu Schmidt é jornalista da TV Globo, e seu sobrinho Bruno Oscar Schmidt é campeão olímpico no vôlei de praia.







