O Esporte Clube Bahia está se firmando cada vez mais como um ponto de parada importante para os jovens jogadores que sonham em deslanchar no futebol brasileiro. Atletas como Kauê Furquim, que já tem uma boa projeção de chegar logo no time principal, mostram bem essa nova realidade.
Mas, de acordo com a diretoria do clube, essa atração toda não vem só da estrutura que o Bahia oferece. Cadu Santoro, diretor de futebol do Tricolor, conversou com a ESPN no último sábado (24) e explicou o segredo: a força vem da rede de vários clubes que formam o Grupo City, da qual o Bahia faz parte.
O grande argumento na hora de conversar com os meninos da base, suas famílias e empresários é a chance de ter um plano de carreira que vale para o mundo todo. Essa é uma oportunidade que, hoje, nenhum outro time brasileiro pode dar.
“A gente sempre tem um tema quando vai conversar com um menino da base, com a família, com o empresário: a gente pode oferecer o que nenhum outro clube pode oferecer, que é o seguinte – a gente tem 14 clubes para os quais esse jogador pode ir”
Santoro explicou que, no começo, o desenvolvimento do jogador é todo focado nas necessidades do Bahia. Mas, conforme o garoto evolui e mostra seu talento, surgem muitos outros caminhos dentro da rede internacional do Grupo City.
“(...) A gente está desenvolvendo ele com o objetivo principal do Bahia, mas, se ele não atingir o nível para o top 5, top 6 da Série A, ele vai ter nível, de repente, para outra liga. Quando você oferece isso, faz a diferença no poder de convencimento”
Para proteger esses talentos do assédio de outros clubes, especialmente os de fora do Brasil, o diretor contou que a estratégia é avaliar com muita precisão o potencial de cada um e cuidar bem dos contratos. O objetivo é saber quais jogadores podem chegar ao topo do grupo – no caso, o Manchester City – e, ao mesmo tempo, preparar rotas alternativas para os outros.
“Naturalmente, dentro de um processo, você identifica os atletas que têm maior potencial para jogar no Bahia, que podem se potencializar para um dia bater um nível de Manchester City. Tem outros atletas que, de repente, não vão atingir um nível de Série A, mas que você vai ter que desenvolver emprestando para um clube de Série B, para outro país, para uma Bélgica, para um Portugal. Você precisa entender muito bem, ter uma avaliação muito clara de quem são os seus atletas, manter os contratos bem protegidos no que diz respeito às multas e renovar no momento certo”
Essa política já está trazendo resultados visíveis nos investimentos do Bahia. Em 2025, o clube contratou jovens promessas como David Martins (17 anos), Zé Guilherme (19), Kauê Furquim (16) e Luiz Gustavo (19). Eles vieram de grandes clubes como América-MG, Grêmio, Corinthians e Vasco, em negociações que envolveram valores altos.
Além de brigar por jogadores que já são cobiçados no mercado, o Esquadrão também faz um trabalho constante de busca por novos talentos com um custo menor. A ideia é encontrar garotos que ainda não estão no radar dos grandes clubes brasileiros, para se adiantar e garantir essas promessas antes que se valorizem muito e a concorrência aumente.
Para entender melhor a dimensão dessa rede, o Tricolor baiano faz parte do Grupo City junto com mais 12 times espalhados pelo mundo. São eles:
- Manchester City (Inglaterra)
- Girona (Espanha)
- Lommel SK (Bélgica)
- Troyes (França)
- Palermo (Itália)
- New York City (Estados Unidos)
- Montevideo City Torque (Uruguai)
- Bolívar (Bolívia)
- Melbourne City FC (Austrália)
- Yokohama Marinos (Japão)
- Shenzhen Peng City (China)
Essa estrutura global garante ao Bahia um poder de atração e um caminho de desenvolvimento para seus jovens que nenhum outro clube no Brasil consegue oferecer.







