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Esportes

Governo francês detona volta de testes de feminilidade nas Olimpíadas de 2028

Ministra dos Esportes classifica decisão do COI como retrocesso e alerta para riscos éticos e jurídicos contra atletas

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
27 de março, 2026 · 16:33 1 min de leitura

O governo da França subiu o tom nesta sexta-feira (27) contra a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) de retomar os testes genéticos de feminilidade. A medida, que deve valer para os Jogos Olímpicos de Los Angeles em 2028, põe fim a um hiato de quase 30 anos sem esse tipo de exame obrigatório.

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A ministra dos Esportes francesa, Marina Ferrari, não poupou críticas e classificou a novidade como um verdadeiro retrocesso. Segundo ela, a proposta traz sérios riscos médicos e jurídicos, além de bater de frente com as leis de bioética da França, que são bastante rigorosas quanto a esse tipo de procedimento.

A grande preocupação das autoridades é o impacto que esses testes terão sobre atletas transgêneros e pessoas intersexo. O governo francês acredita que a retomada dos exames cria barreiras que ignoram a diversidade biológica e podem ferir a privacidade e a dignidade das competidoras.

Esses testes de verificação de sexo foram aplicados oficialmente entre as décadas de 60 e 90, mas acabaram suspensos em 1999 após uma enxurrada de críticas de cientistas. Na época, especialistas já questionavam se os exames eram realmente eficazes para garantir a justiça nas competições.

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A mudança de postura do COI acontece em um momento de forte pressão política nos Estados Unidos, país que sediará as próximas Olimpíadas. O debate sobre a participação de mulheres trans no esporte tem ganhado força e parece ter influenciado a nova gestão da entidade internacional.

Por enquanto, o Ministério dos Esportes da França reforça que é preciso buscar um equilíbrio. Para os franceses, a justiça no esporte não pode passar por cima do respeito à integridade física e ao bem-estar de quem dedica a vida aos treinos e às competições.

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