A Fifa virou alvo de uma denúncia formal na Comissão Europeia por causa dos preços e dos métodos usados para vender ingressos da Copa do Mundo de 2026. Entidades de torcedores e consumidores acusam a federação de abusar do seu monopólio para lucrar em cima do público.
A principal reclamação envolve a chamada "precificação dinâmica", onde os valores das entradas sobem conforme a procura aumenta. Além disso, os grupos afirmam que os ingressos anunciados como baratos são quase impossíveis de encontrar na prática.
A denúncia também aponta o uso de técnicas para pressionar o comprador, conhecidas como "dark patterns". São estratégias digitais que criam uma falsa sensação de urgência, forçando o torcedor a fechar o negócio rapidamente sem avaliar os custos extras.
Outro ponto que pesou na denúncia foram as taxas de revenda, que podem chegar a 15% sobre o valor do bilhete, encarecendo ainda mais o acesso aos jogos na América do Norte. Para as entidades, isso exclui grande parte dos torcedores reais do evento.
O caso se baseia em leis que combatem o abuso de poder econômico na Europa. Se a investigação avançar, a Fifa poderá ser obrigada a mudar a forma como comercializa as entradas e garantir mais transparência nos preços praticados.
A pressão política também cresce nos bastidores europeus. Autoridades questionam a organização do torneio e parcerias da Fifa que tentariam contornar fiscalizações internacionais, citando até a necessidade de garantias de segurança devido ao cenário global atual.







