A paixão da torcida do Vitória, fundamental na incrível jornada do clube da Série C para a Série A em apenas três anos, é o maior patrimônio do time. É com essa certeza que o presidente Fábio Mota enxerga o futuro, especialmente diante dos planos de reforma do Barradão, que podem começar já no próximo ano, se o projeto for aprovado. Mota expressou o desejo de que o time continue jogando em seu próprio estádio mesmo com as obras em andamento, mas já avalia alternativas.
O dirigente explica que o amor da torcida foi crucial para tirar o Vitória de uma situação difícil. “Se não fosse torcedor, a gente tava na Série C. Ainda por mais que o projeto seja lindo, maravilhoso, não tinha saído do lugar. Torcedor é o maior patrimônio do Vitória”, afirmou Mota, destacando a importância de manter o vínculo com a casa rubro-negra.
Manter o Barradão em funcionamento durante a reforma
A ideia é que a reforma do Barradão, que fica em Salvador, na Bahia, seja feita por etapas. Assim, a construção não atrapalharia os jogos. A estratégia prevê começar pelas áreas mais nobres, como o prédio, os camarotes e o lounge, sem mexer na arquibancada principal logo de cara. “Uma das razões do projeto ser fatiado é isso aí. Você começa primeiro pelo prédio, pelos camarotes, pelo lounge, aí não mexe com arquibancada. No plano de ação da empresa que vai construir a Arena, ele trabalha três anos tendo os jogos no Barradão”, explicou Fábio Mota.
Porém, se, por algum motivo, não for possível jogar no Barradão enquanto as obras acontecem, o clube já tem outros planos em mente.
Pituaçu é descartado; Fonte Nova surge como principal alternativa
Entre as opções estudadas, o Estádio de Pituaçu, também em Salvador, foi descartado. Mota deixou claro que o local não atende às necessidades do clube. “O secretário de Esporte do Estado me perguntou se a ideia do Vitória era usar Pituaçu, mas Pituaçu está resolvendo a questão do alvará. Pituaçu vai começar funcionando com metade da capacidade. Então ele já inviabiliza a nossa vida, porque não dá pra você jogar com 18 mil”, pontuou o presidente, referindo-se à capacidade limitada que tornaria inviável a operação para um clube com a torcida do Vitória.
“É evidente que a gente trabalha em não sair do estádio, mas a gente trabalha com plano B. Quais seriam os nossos planos B? O secretário de Esporte do Estado me perguntou se a ideia do Vitória era usar Pituaçu, mas Pituaçu está resolvendo a questão do alvará. Pituaçu vai começar funcionando com metade da capacidade. Então ele já inviabiliza a nossa vida, porque não dá pra você jogar com 18 mil”, destacou Fábio Mota.
Assim, a Arena Fonte Nova, também localizada na capital baiana, surge como a alternativa mais promissora. Mota revelou que já existem conversas avançadas com os responsáveis pela Arena. “Lá atrás a gente tinha iniciado as conversas com Arena Fonte Nova, quando nós jogamos esse ano contra o Colo-Colo, eu tive com o pessoal da Arena, manifestei, o pessoal da Arena é completamente acessível ao Vitória jogar lá, chegamos até discutir o modelo para o sócio torcedor e por aí vai”, disse o presidente.
A decisão final sobre onde o Vitória vai mandar seus jogos, caso precise sair do Barradão, só será tomada quando as obras efetivamente começarem. Até lá, a diretoria segue trabalhando para garantir o melhor para o clube e, principalmente, para a sua fiel torcida.







