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Dina Boluarte do Peru presta depoimento no caso Rolexgate

Dina Boluarte enfrenta procuradores sobre o “Rolexgate”, um caso de enriquecimento ilícito que abala seu governo no Peru.

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Rolexgate

A presidente do Peru, Dina Boluarte, marcou presença perante os promotores nesta sexta-feira, no que é sua primeira aparição relacionada ao escândalo denominado Rolexgate. Sendo investigada por alegações de enriquecimento ilícito relacionadas à posse não declarada de relógios de luxo e joias, essa situação coloca seu governo, já instável, sob uma luz ainda mais controversa.

O interrogatório, conduzido pelo procurador-geral Juan Carlos Villena, teve início às 8h30, conforme comunicado do Ministério Público via plataforma X. Boluarte chegou à sede do órgão em Lima em um veículo oficial, acompanhada por seu advogado Mateo Castañeda e escoltada por cinco viaturas policiais – detalhe confirmado por jornalistas da AFP.

No cerne das exigências dos promotores, está o pedido para que a presidente apresente os luxuosos artefatos, se confirmada a posse, bem como os respectivos recibos de compra ou qualquer explicação sobre sua origem. O interesse nesses objetos surgiu após buscas realizadas pela polícia em sua residência e no gabinete presidencial no dia 30 de março, visando localizar uma coleção de, pelo menos, três relógios da marca Rolex, frequentemente associados a Boluarte por meio de diversas fotografias veiculadas pela imprensa.

Diante do escândalo que já ocasionou duas tentativas de impeachment impulsionadas pela oposição parlamentar de esquerda – rejeitadas pela maioria de direita do Congresso –, o governo deposita esperanças na explicação de Boluarte para dissipar as dúvidas. “Eu presumo que, após essa explicação, o Ministério Público dará por encerrada a investigação”, afirmou Gustavo Adrianzén, chefe do gabinete ministerial.

Além do caso atual, Boluarte é objeto de investigação desde 2023 por supostos crimes de “genocídio, homicídio qualificado e lesões graves”, relacionados à morte de mais de 50 civis em manifestações sociais ocorridas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As manifestações, que clamavam por sua renúncia e pela antecipação das eleições, emergem em um contexto onde a popularidade da presidente não excede 10% nas pesquisas.

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