A expectativa é grande entre os torcedores do Vitória! O futuro do Estádio Manoel Barradas, o popular Barradão, está em pauta e pode mudar completamente. O Conselho Deliberativo do clube marcou uma reunião extraordinária importantíssima para o dia 22 de janeiro de 2026, uma quinta-feira, com um objetivo claro: debater e votar o projeto de modernização, ampliação e reestruturação que transformará o Barradão na moderna Arena Barradão.
Quem fez a convocação foi o presidente do Conselho Deliberativo, Nilton Gonçalves de Almeida Filho. Ele agiu conforme as regras e atribuições que estão no Estatuto Social do clube, mostrando a seriedade do assunto. A reunião acontecerá em um local bastante simbólico: dentro do próprio Barradão, na Sala de Convivência, com acesso facilitado pelo portão da Divisão de Base, que fica na Estrada Velha do Aeroporto, no bairro de Canabrava, em Salvador, na Bahia.
Como Será a Votação e o Que Está em Jogo?
Para garantir que todos os conselheiros tenham a chance de participar, a reunião terá três momentos para a chamada. A primeira convocação está marcada para as 18h, e para começar, é preciso a presença da maioria absoluta dos conselheiros. Se não tiver quórum suficiente, uma segunda chamada acontece às 18h30, exigindo a presença de pelo menos um terço dos membros. E, se ainda assim não for possível, a terceira e última convocação será às 19h, permitindo que a reunião ocorra com qualquer número de presentes.
O ponto principal na pauta do dia é a análise de uma proposta comercial. Ela foi apresentada pelas empresas SD Plan Gerenciamento Ltda. e AR Foods do Brasil Ltda. A proposta original chegou ao clube em 21 de novembro de 2025 e recebeu algumas alterações recentes em 9 de janeiro de 2026. Este projeto é ambicioso e prevê uma modernização total do estádio, além de definir como será a estrutura legal para a operação de tudo isso.
Um dos temas cruciais que os conselheiros vão votar é a concessão do direito de uso de uma parte da área do Barradão, pelo prazo de 35 anos. Esse direito, conhecido como “direito real de superfície”, é uma ferramenta legal que permite que as empresas usem o terreno necessário para implementar o projeto da Arena, enquanto o clube mantém a propriedade da terra. É uma forma de viabilizar grandes investimentos sem que o clube precise vender seu patrimônio.
Além disso, a pauta também inclui um pedido para que o Conselho Gestor do clube receba uma autorização expressa. Com essa autorização, eles poderão negociar, formalizar e assinar o contrato definitivo e a escritura do direito de superfície, sempre respeitando os termos que forem aprovados na reunião. Isso significa que, se aprovado, o Conselho Gestor terá a agilidade para finalizar o processo sem precisar de uma nova deliberação do Conselho Deliberativo, acelerando o sonho da Arena Barradão.







