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Esportes

Clubes se mobilizam por Copa Governador, mas torneio baiano corre risco de ficar parado por dez anos seguidos

FBF abriu inscrições para a edição de 2026, com início previsto para agosto, mas bastidores apontam que o torneio pode não sair do papel — assim como aconteceu em 2025.

Redação ChicoSabeTudo
11 de julho, 2026 · 00:07 3 min de leitura
Estádio de futebol no interior da Bahia durante partida do Campeonato Baiano
Estádio de futebol no interior da Bahia durante partida do Campeonato Baiano

A Copa Governador do Estado da Bahia voltou a agitar os bastidores do futebol baiano. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) abriu oficialmente o período de inscrições para a edição de 2026, prevista para começar em agosto. Desta vez, segundo informações apuradas pelo portal Bahia Notícias, houve uma mobilização maior do que o habitual para tentar tirar o torneio do papel.

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De acordo com as apurações, Feira Futebol Clube, Fluminense de Feira e Barreiras demonstraram interesse em participar. A própria federação teria entrado em contato com outras agremiações para consultar a disponibilidade e avaliar se seria possível reunir o número mínimo de participantes exigido pelo regulamento.

O prazo oficial para que as associações apresentassem os requerimentos de inscrição e cumprissem as exigências administrativas foi estabelecido entre 15 e 30 de junho. A quarta vaga na Copa do Brasil fica reservada ao campeão da Copa Governador ou de outra competição estadual realizada ainda em 2026 — e, caso ela não aconteça, a vaga vai para o quarto colocado do Baianão. É justamente essa vaga em disputa nacional que torna o torneio atraente para clubes do interior.

Apesar do interesse registrado, a expectativa atual é de que a Copa Governador não aconteça pelo décimo ano consecutivo. A última edição foi disputada em 2016, quando o torneio chegou à sua oitava edição consecutiva. O Vitória da Conquista é o clube com mais títulos na competição, com cinco conquistas — em 2010, 2011, 2012, 2014 e 2016 —, seguido pelo Fluminense de Feira, com dois títulos (2009 e 2015), e pelo Bahia de Feira, campeão em 2013.

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A Copa Governador foi realizada entre 2009 e 2016, organizada pela FBF, e tinha entre seus objetivos premiar o campeão com participação em competições nacionais. Em geral, reunia clubes da divisão principal e da segunda divisão do Campeonato Baiano. A competição tem importância para o futebol baiano por preencher o calendário de clubes que não disputam as primeiras divisões do Campeonato Brasileiro, com impacto direto nas relações de trabalho de atletas e profissionais ligados ao esporte e também nas economias de municípios do interior.

O retorno do torneio já havia sido tentado para 2025 e fracassou. Na ocasião, os próprios clubes votaram pelo retorno da Copa Governador ainda no primeiro semestre daquele ano. A competição daria ao vencedor uma vaga na Copa do Brasil e estenderia o calendário, especialmente para equipes eliminadas cedo no Baianão — que chegam a encerrar suas atividades com apenas 40 dias na temporada.

O problema foi a adesão. A edição de 2025 foi planejada pela FBF para ampliar o calendário e oferecer acesso à Copa do Brasil de 2026, mas acabou cancelada por falta de clubes suficientes para disputá-la. Segundo informações divulgadas pelo Bahia Notícias, apenas três clubes da elite e dois da Série B apresentaram inscrição — quando o regulamento exigia, no mínimo, quatro equipes da primeira divisão para confirmar a realização do torneio.

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Em nota na época do cancelamento, a FBF informou que chegou a isentar as taxas de arbitragem de todo o torneio para facilitar a participação dos filiados. Ainda assim, o número mínimo não foi atingido. Com o cancelamento, a vaga na Copa do Brasil que seria destinada ao campeão da Copa Governador voltou para a Série A do Baianão 2025.

Se a edição de 2026 também não se confirmar, a história se repete: a vaga nacional fica com o quarto colocado do Baianão, e o futebol do interior da Bahia segue sem um calendário alternativo que justifique a manutenção de elencos por mais tempo na temporada. O cenário é o mesmo há dez anos.

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