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Ceni embaralha o baralho: titulares caem, esquecidos ressurgem e Bahia busca saída da crise

Com seis jogos sem vencer, o técnico promove rodízio intenso no elenco: Ramos Mingo perde posto, Marcos Victor volta do ostracismo e Jean Lucas é retirado no intervalo pela primeira vez em 2026.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
16 de maio, 2026 · 09:21 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O Esporte Clube Bahia atravessa o pior momento da temporada 2026. Com seis partidas consecutivas sem vencer — quatro derrotas e dois empates —, o clube foi eliminado da Copa do Brasil pelo Remo, caiu para a sexta posição no Brasileirão e viu a pressão sobre o técnico Rogério Ceni aumentar a cada rodada. Como resposta, o treinador passou a agitar o elenco de forma intensa, alternando titulares e abrindo portas para quem estava à margem.

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O caso mais emblemático é o do zagueiro Marcos Victor. Inicialmente fora dos planos de Ceni para a temporada, o defensor chegou a ser emprestado ao Santa Clara, de Portugal, ainda em janeiro. Sua última partida havia sido no dia 14 de janeiro, contra o Bahia de Feira, pelo Campeonato Baiano. Mesmo sem ritmo de jogo, Ceni o escalou como titular no duelo de volta contra o Remo, no Mangueirão, em Belém — decisão que surpreendeu pelo longo período de inatividade do atleta.

No sentido oposto, quem mais perdeu espaço foi o zagueiro Ramos Mingo. Segundo jogador com mais minutos em campo no Bahia em 2026, com 1.840 minutos disputados, o argentino passou pela primeira vez na temporada a iniciar uma partida entre os reservas. Mingo ainda entrou no segundo tempo do jogo contra o Remo, mas o sinal de alerta está aceso. Para o confronto deste domingo contra o Grêmio, pela 16ª rodada do Brasileirão, ele nem poderá ser aproveitado: cumprirá suspensão após acumular três cartões amarelos na Série A.

A situação do meia Jean Lucas também chama atenção. Ele foi titular no duelo contra o Remo, mas foi substituído no intervalo pela primeira vez em 2026. O jogador havia somado sete participações diretas em gols nos 13 primeiros jogos da temporada, mas passou em branco nas últimas oito partidas. Após a eliminação, Ceni reconheceu a queda de rendimento do atleta, mas garantiu que não abre mão do camisa: "Jean Lucas tentou, mas não vou desistir dele. Ele é dedicado, um cara profissional, trabalhador. Vamos analisar para os próximos jogos", declarou o treinador.

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Outro ressurgimento notável é o do lateral Iago Borduchi, que não havia disputado uma partida sequer como titular fora do Campeonato Baiano em 2026. Contra o Remo, em Belém, Borduchi foi escalado como ponta esquerda — função incomum para o jogador. Foi apenas a quinta vez que o atleta iniciou uma partida pelo clube na temporada. As pontas do Bahia, aliás, seguem sendo um setor de rotatividade constante, com Ceni tendo utilizado Kike Olivera, Erick Pulga, Sanabria, Ademir e Borduchi ao longo do ano.

A crise tem raízes mais profundas. O próprio treinador admitiu, no início do ano, que a evolução do elenco entre 2025 e 2026 foi menor do que a registrada nas temporadas anteriores, reflexo de um investimento mais contido pelo clube. Além da fragilidade ofensiva, a defesa tem sido um ponto crítico: nas últimas partidas sem vitória, o Bahia sofreu gols em todos os jogos, com média superior a dois por partida.

As eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil reduziram o calendário do Bahia a apenas o Brasileirão para o restante de 2026. Com a pressão em alta, Ceni terá de escolher um novo zagueiro para o lugar de Mingo diante do Grêmio, com Marcos Victor, Gabriel Xavier e Luiz Gustavo disputando a posição. O duelo acontece neste domingo, às 16h (horário de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador.

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