O Esporte Clube Bahia vive uma realidade completamente diferente desde que teve 90% de sua SAF comprada pelo City Football Group. O clube, que antes convivia com dívidas que ultrapassavam os R$ 300 milhões e lutava contra o rebaixamento, conseguiu sanear suas contas e hoje foca em grandes investimentos no futebol.
A mudança mais impactante foi o equilíbrio financeiro. Logo no início da gestão, o grupo quitou quase 80% das dívidas acumuladas. Em junho do ano passado, o CEO Raul Aguirre confirmou que todos os débitos, que incluíam salários atrasados e fornecedores, foram totalmente pagos.
Dentro de campo, o investimento já superou os R$ 130 milhões apenas em 2023. O clube mudou a postura no mercado: em vez de vender seus principais nomes, agora renova contratos e busca reforços em grandes times do Sul e Sudeste, como Flamengo e Corinthians, visando uma vaga direta na Libertadores.
A infraestrutura também ganhará um salto de qualidade com um novo Centro de Treinamento na região metropolitana de Salvador. O espaço terá 560 mil metros quadrados, contando com 10 campos de treino, um mini estádio para mil pessoas e até hotelaria para os atletas.
Apesar do crescimento, o Bahia ainda enfrenta desafios para aumentar sua receita de forma orgânica e diminuir a dependência dos aportes do grupo. A diretoria também trabalha para melhorar o apoio pedagógico aos atletas da base, conciliando os estudos com a rotina de treinos pesada.
O planejamento para os próximos 15 anos prevê que os investimentos ultrapassem a marca de R$ 1 bilhão. Com uma nova estratégia de marketing e parcerias globais, o Tricolor busca se consolidar como uma das maiores potências do futebol brasileiro na era das SAFs.







