O Esporte Clube Bahia está fazendo um movimento ousado e estratégico para o futuro do futebol brasileiro. Desde que o Grupo City Football Group (CFG) chegou ao clube, a área de formação de jovens talentos recebeu uma injeção de ânimo e, principalmente, de dinheiro. Para você ter uma ideia, o investimento anual nas categorias de base — que vão do Sub-8 ao Sub-20 — saltou nada menos que 125%.
Essa mudança começou a se desenhar em janeiro de 2023, quando Marcelo Teixeira assumiu o comando do projeto. O objetivo é claro: transformar o Bahia em uma referência nacional na arte de revelar jogadores, os famosos "Pivetes de Aço".
De R$ 12 milhões para R$ 27 milhões: Um salto gigante
Os números não mentem. Antes da chegada do Grupo City, em 2022, o clube investia cerca de R$ 12 milhões por ano na sua base. Agora, com a nova gestão, a previsão é que, em 2025, esse valor chegue a aproximadamente R$ 27 milhões. É um aumento considerável, que demonstra a seriedade do projeto.
O investimento segue uma regra interessante: ele é proporcional ao faturamento do clube. No futebol brasileiro, a média de dinheiro que vai para a formação de atletas fica em torno de 6% da receita anual. O Bahia, com essa estratégia, está se posicionando de forma agressiva no mercado.
Caça-talentos pelo Brasil e estrutura de ponta
O Bahia não está apenas investindo em dinheiro, mas também em encontrar os futuros craques. O clube é um dos três melhores do país quando o assunto é recrutamento de jovens talentos. Para isso, conta com uma rede de olheiros bem estruturada: são quatro profissionais dedicados exclusivamente a Salvador, na Bahia, e outros 18 espalhados por diversas regiões do Brasil.
Essa forte presença tem dado frutos, especialmente no Nordeste. Estados como Sergipe, Ceará e Rio Grande do Norte viraram focos importantes para identificar novos "Pivetes de Aço", expandindo a capacidade do clube de achar joias raras.
E não é só na busca por talentos que o Bahia se destaca. A estrutura também está entre as cinco melhores do Brasil para as divisões de base. O Centro de Treinamento Evaristo de Macedo, por exemplo, recebeu melhorias significativas para garantir o bem-estar e aprimorar a performance dos atletas. Um dos grandes destaques é um campo sintético que custou cerca de R$ 5 milhões e é certificado pela FIFA, um padrão internacional de qualidade.
Sucesso que vai além dos títulos: O projeto Bahia Vision
Muita gente pode se perguntar: "Mas e os títulos na base?". Internamente, o Bahia tem uma visão diferente do sucesso. Para o clube, o mais importante não são apenas as taças, mas sim a capacidade de formar atletas de alto nível, prontos para brilhar em grandes palcos e, quem sabe, até defender a Seleção Brasileira.
O desafio é grande. Nos últimos 22 anos, a Bahia revelou apenas três jogadores que conseguiram disputar competições oficiais pela Seleção principal. Fatores socioeducacionais são apontados como parte desse cenário, e o Bahia quer mudar essa realidade.
É por isso que o Esquadrão, em parceria com o Manchester City, desenvolve o projeto Bahia Vision. Essa iniciativa busca elevar ainda mais o nível da formação tricolor, preparando o clube para alcançar objetivos maiores a cada temporada e solidificar seu lugar entre os grandes formadores de talentos do futebol nacional.







