Maria Bethânia mostrou aos mais de 1 milhão de seguidores no Instagram os bastidores da nova turnê, criada para celebrar os 60 anos de carreira, e anunciou apresentações em três capitais: Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Datas e cidades
Depois que os ingressos do primeiro dia na Concha Acústica do TCA se esgotaram, a cantora incluiu uma segunda apresentação em Salvador, marcada para os dias 15 e 16 de novembro.
- Rio de Janeiro
- São Paulo
- Salvador — 15 e 16 de novembro
Na postagem havia fotos e um vídeo; em um deles Bethânia aparece ao lado do cantor e produtor Pretinho da Serrinha, cuja participação ela destacou como importante para o projeto.
“Foram muitos dias de reuniões, estudos, trabalho, ensaios, rascunhos e dedicação. Tivemos grandes profissionais trabalhando juntos, uma banda incrível, uma equipe dedicada para apresentar o melhor que pudermos”, contou.
Em entrevista ao jornal O Globo, Bethânia explicou por que optou por uma temporada reduzida: a idade e a vontade de evitar o desgaste físico de viagens e rotinas exaustivas de shows.
“Agora estou mais velha, fiz 79 anos. Tenho 60 anos de palco e quero não sofrer fazendo espetáculo, quero não ter que passar por sufocos, situações que me custam demais. Então, reduzi [a temporada] para duas cidades onde eu tenho casa, que são o Rio e Salvador; e São Paulo, que é aqui do lado. E eu sinto que São Paulo tem uma coisa que aproxima muito o brasileiro — tem muito Brasil ali dentro, muita gente do Brasil todo, misturada ali”, afirmou.
A cantora não descartou ampliar as apresentações depois dessa primeira leva: se descansar após o período inicial, poderia voltar para capitais que sempre fizeram parte de seus espetáculos, como Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.
“Depois que eu fizer o que está programado, se eu descansar um pouco, posso retornar para fazer algumas cidades importantíssimas, que eu nunca deixei de fora em nenhum espetáculo meu, como Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. O que eu não vou fazer é ficar dois dias viajando e os outros no hotel para cantar uma hora e meia, duas horas. Essas são as horas que valem a pena. O resto é um inferno para mim.”
Sobre o espetáculo
A produção diz que o show comemorativo dos 60 anos investe na interseção entre linguagem musical e dramaturgia, unindo textos e canções e incluindo músicas inéditas que ainda serão reveladas. A equipe cita como referências trabalhos do fim dos anos 1970, como Rosa dos Ventos e A Cena Muda.
É uma celebração pensada com cuidado — e depois de tanto caminho, quem não vai querer conferir?