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Emprego

Mosaic demitirá 500 funcionários e Bahia já sente impacto financeiro

Sede da empresa fica em Candeias, cidade que já sente os efeitos econômicos da crise do enxofre

Redação ChicoSabeTudo
10 de julho, 2026 · 12:25 2 min de leitura
Mosaic demitirá 500 funcionários e Bahia já sente impacto financeiro

A fabricante de fertilizantes Mosaic suspendeu as atividades da fábrica de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, e vai demitir os 30 funcionários da unidade. A decisão foi comunicada ao Sindiquímica Bahia na quarta-feira (8) e faz parte de um corte mais amplo, que deve atingir cerca de 500 trabalhadores em outras cinco unidades da empresa espalhadas pelo Brasil.

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A paralisação ocorre por dificuldade de importar enxofre, principal matéria-prima usada na produção de fertilizantes fosfatados. O insumo ficou mais escasso e caro depois do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que gerou restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional. O preço do enxofre chegou a ultrapassar US$ 1.200 por tonelada, valor recorde.

Além de Candeias, a Mosaic também vai paralisar ou reduzir atividades em fábricas no Paraná, em Goiás e em Minas Gerais. Nos Estados Unidos, a companhia já havia cortado parte da produção em unidades na Louisiana e em Bartow. Diante do cenário, a empresa retirou a projeção de produção de fosfato para 2026 enquanto reavalia o plano operacional para o restante do ano.

Segundo dados da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), o estado tem 27 empresas do setor de fertilizantes, responsáveis por cerca de 2,3 mil empregos. Para Giovani Souza, diretor do Sindiquímica Bahia, o setor depende fortemente de insumos importados e por isso sente rápido qualquer instabilidade externa.

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Após negociação com o sindicato, a Mosaic garantiu que vai cumprir o aviso prévio e todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho. A empresa também anunciou um pacote social para os demitidos, com manutenção do plano de saúde por três meses, apoio psicossocial e prioridade em uma futura recontratação, caso a produção seja retomada.

O Sindiquímica Bahia informou que vai acompanhar o processo de desligamento para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas, e defendeu que o conflito internacional seja resolvido para permitir a retomada das atividades industriais na Bahia.

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