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Emprego

Chorão responsabiliza Alcolumbre e deflagra paralisação dos caminhoneiros nos portos

Líder da Abrava convocou a categoria a parar a partir desta madrugada e cobrou do presidente do Senado a votação da MP do Frete antes de ela caducar, no dia 16 de julho.

Redação ChicoSabeTudo
13 de julho, 2026 · 05:42 3 min de leitura
Caminhões parados em fila próximos a porto durante paralisação da categoria
Caminhões parados em fila próximos a porto durante paralisação da categoria

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou uma paralisação nacional da categoria com foco nos portos a partir da 0h desta segunda-feira (13/7). A movimentação tem um alvo claro: forçar o Senado a agir antes que seja tarde demais.

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A categoria está insatisfeita com a demora na votação e cobra que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), coloque a proposta em pauta antes que ela perca a validade. Para continuar produzendo efeitos, a MP precisa ser aprovada pelo Senado até 16 de julho.

Em vídeo divulgado para mobilizar a categoria, Chorão não poupou palavras. O presidente da Abrava afirmou que a categoria está "indignada" com a falta de votação e, denunciando que Alcolumbre "sentou em cima da medida, até esse momento", lançou o aviso direto: "Não queira deixar passar e caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome."

Landim afirmou que os caminhoneiros estão "mais organizados do que em 2018", ano em que uma paralisação nacional da categoria chegou a provocar desabastecimento em todo o Brasil. Além da Abrava, outras entidades como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) também ameaçam greve, caso a MP não seja levada ao plenário.

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A MP foi editada originalmente em março para conter uma ameaça de greve motivada pela alta do diesel e pelo descumprimento do frete mínimo. Aprovado pela Câmara dos Deputados em 17 de junho como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 6/2026, o texto traz mudanças significativas para o setor de transportes. Entre os pontos mais aguardados pela categoria estão a fixação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil mensais para motoristas empregados em regime CLT que atuam em operações de longa distância e a determinação de que o pagamento do frete ocorra em até 30 dias úteis, exigindo um adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos.

A nova legislação também estabelece penalidades severas, com multas por descumprimento do frete que variam de R$ 100 mil a R$ 1 milhão em caso de reincidência para empresas que pagarem valores abaixo do piso mínimo.

Enquanto caminhoneiros defendem a aprovação da MP, outros segmentos da economia manifestam preocupação com o texto. Entidades ligadas ao agronegócio, à indústria e aos embarcadores afirmam que o endurecimento da fiscalização poderá elevar os custos logísticos e aumentar a insegurança jurídica nas contratações — e essa divergência é apontada como um dos fatores que dificultam o avanço da proposta no Congresso.

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Nos bastidores, parlamentares querem que o projeto ainda passe por alterações antes da votação, entre elas a retirada da obrigação de pagamento antecipado de 70% ao caminhoneiro. Caso o Senado modifique o conteúdo aprovado pela Câmara, a medida precisará retornar para nova análise dos deputados antes do fim do prazo de vigência.

Uma paralisação pode afetar diversos setores da economia e provocar desabastecimento, já que o transporte rodoviário movimenta cerca de 60% das cargas no Brasil. Se o Senado Federal não aprovar a proposta até 16 de julho, a medida provisória perderá a validade, e o governo será obrigado a iniciar um novo processo legislativo para retomar o tema.

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