Em Salvador, na Bahia, muita gente passou a usar programas que escondem aplicativos em celulares Android para reduzir o risco de acesso indevido às contas bancárias. A ideia é simples: adicionar uma camada extra de proteção num aparelho que hoje guarda boa parte da nossa vida financeira.
Por que as pessoas recorrem a esses apps?
Com a popularização dos aplicativos bancários, ficou mais fácil fazer operações pelo celular — mas também aumentaram as preocupações com invasões e com o furto ou roubo de aparelhos. Como se proteger quando o próprio banco está no seu bolso?
Para tentar mitigar esses riscos, surgiram mecanismos de segurança pelos bancos, fabricantes e desenvolvedores. Entre as alternativas escolhidas por usuários estão apps que bloqueiam ou ocultam outros aplicativos, dificultando que terceiros encontrem ou abram programas bancários.
Algumas opções e o que oferecem
- Applock: bloqueio por PIN ou padrão, ocultação de aplicativos (incluindo bancos, contatos e redes sociais) e limite de tentativas de desbloqueio. Na Google Play o app acumulou cerca de 1,45 milhão de avaliações e nota média de 4,3.
- App Hider: se instala como uma calculadora para disfarçar a presença, protege por senha e oculta notificações, imagens e vídeos.
- App Hider Lite: permite clonar aplicativos para usar múltiplas contas no mesmo aparelho e também oculta programas.
- Nova Launcher: mais conhecido por personalizar a interface, tem função para ocultar apps, o que pode dificultar o acesso de terceiros.
- Bloqueio de Aplicativos: Senha: proteção por senha, padrão ou impressão digital e recurso que fotografa quem digita a senha errada.
Essas ferramentas funcionam como uma espécie de capa extra de privacidade — não substituem todas as medidas de segurança, mas dificultam a vida de quem tenta acessar o celular sem autorização.
Limitações
Especialistas e usuários notaram, porém, que nem todos os aplicativos bancários são compatíveis com essas soluções. Algumas instituições adotam políticas internas que impedem a integração com softwares de ocultação, por razões de segurança. Ou seja: pode funcionar para muitos casos, mas não é infalível.
Até o momento não há informações oficiais sobre novas regras ou obrigatoriedade dos bancos em recomendar ou aceitar o uso desses apps como padrão de proteção.