O cantor Xanddy Harmonia fez uma defesa apaixonada dos blocos infantis no Carnaval de Salvador, como o tradicional Pipoca Doce, e revelou a sensibilidade com que a família tem lidado com a possível despedida do projeto. Segundo ele, sua esposa, Carla Perez, que comandou o bloco por décadas, ficou bastante introspectiva com a ideia de interromper a folia para os pequenos.
Xanddy conversou com a equipe do Bahia Notícias (BN) antes de subir ao trio em seu desfile. Ele enfatizou a necessidade de uma "passada de bastão" para que a festa das crianças não termine. Para o artista, esses espaços são cruciais para formar os foliões do futuro e manter a magia do carnaval viva para as novas gerações.
A Importância dos Blocos Infantis para Xanddy
Para o cantor, a presença de blocos dedicados aos pequenos é inegociável. "As crianças de Salvador e da Bahia precisam continuar tendo um lugarzinho para brincar, além de outros espaços que já existem, como o de Tio Paulinho ou outros blocos", pontuou Xanddy. Ele defendeu que projetos como o Algodão Doce ou o Pipoca Doce são pilares fundamentais para o desenvolvimento cultural e social da criançada na folia baiana.
Carla Perez e a Decisão Difícil
Questionado sobre a decisão de Carla Perez de pausar o Pipoca Doce, Xanddy contou que o clima em casa tem sido de muita conversa e emoção. A apresentadora tem refletido profundamente sobre o assunto, e o cantor fez questão de reforçar a ela a importância imensa que o bloco tem para a cidade de Salvador, na Bahia, e para o próprio Carnaval.
"Na minha opinião, não só como marido, a importância do Pipoca Doce é gigante. Eu até conversei com ela e ela ficou introspectiva. Para mim, não tem como parar", confessou Xanddy.
Essa fala mostra a esperança do artista de que o projeto, mesmo que não seja mais liderado por Carla, encontre novas formas de continuar, talvez sob o comando de outras figuras.
Um Novo Capítulo: A "Passada de Bastão"
A discussão sobre o futuro dos blocos infantis e a "passada de bastão" surge em um momento de transição no Carnaval de Salvador. Artistas históricos estão repensando suas participações, abrindo um debate sobre quem vai assumir o protagonismo em diversos setores da festa, incluindo a programação infantil. A menção a Lore Improta como uma possível sucessora para o comando do Pipoca Doce exemplifica essa busca por novos talentos para manter as tradições.
A declaração de Xanddy Harmonia reforça que, para além da folia e da música, o Carnaval de Salvador também é um espaço de formação e continuidade, onde a diversão das crianças é vista como um investimento no futuro da maior festa de rua do mundo.







