O Esporte Clube Vitória já definiu sua estratégia para a temporada de 2026, que promete ser desafiadora por conta das mudanças no calendário do futebol brasileiro. Com o Campeonato Brasileiro começando mais cedo, em 28 de janeiro, e acontecendo ao mesmo tempo que os campeonatos estaduais, o clube baiano decidiu focar suas forças nas competições nacionais de maior peso.
Para o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste, o Leão usará um time alternativo. Essa equipe será uma mistura de atletas da base Sub-20 com alguns jogadores do elenco principal, buscando dar experiência aos mais jovens e poupar os titulares para os desafios maiores. Quem vai comandar essa formação “mesclada” será o técnico Rodrigo Chagas.
Foco Total no Brasileirão e Copa do Brasil
A prioridade do Vitória, segundo o presidente Fábio Mota, está clara: o Brasileirão e a Copa do Brasil. Essa decisão vem da necessidade de gerenciar o elenco em um calendário apertado, onde jogos importantes se cruzam e a saúde dos jogadores se torna crucial.
“Nós vamos jogar o Campeonato Baiano com a base do sub-20 mesclado por alguns atletas, outros do grupo profissional, o Rodrigo Chagas como treinador, e vamos dar prioridade ao Campeonato Brasileiro. Da mesma forma a Copa do Nordeste. Não dá pra você jogar com o Sampaio Corrêa numa quarta-feira e enfrentar o Vasco, o Botafogo, o Flamengo num domingo”, explicou Fábio Mota, destacando a inviabilidade de manter o ritmo com o time principal em todas as frentes.
A lógica por trás dessa escolha é simples. Com jogos do Campeonato Brasileiro, que exige muito da equipe, acontecendo simultaneamente aos regionais, o clube optou por preservar seus principais jogadores para as competições que oferecem maior visibilidade e retorno financeiro, além da chance de um título nacional de grande porte ou uma vaga em torneios continentais.
“A nossa prioridade é o Campeonato Brasileiro em função da mudança de calendário. Como a nossa prioridade é o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, se a gente vai jogar com o sub-20 e com o time mesclado tanto no Baiano e na Copa do Nordeste, a gente sabe que o nível de competitividade, por mais que a gente queira ou não, é igual se a gente jogasse com o time principal”, concluiu o presidente, reconhecendo que a competitividade pode ser diferente com a equipe alternativa, mas reforçando que a estratégia é indispensável.
Essa medida é uma adaptação do Vitória à nova realidade do futebol brasileiro, onde os clubes precisam fazer escolhas estratégicas para garantir o melhor desempenho e proteger seus elencos. A expectativa é que, com essa divisão, o clube consiga brigar forte nas competições que elegeu como prioritárias, ao mesmo tempo em que desenvolve novos talentos no cenário regional.







