A paixão pelo futebol, infelizmente, às vezes é manchada por atitudes inaceitáveis. Foi o que aconteceu nesta quinta-feira (18), quando o Esporte Clube Bahia descobriu seu adversário na segunda fase da Pré-Libertadores de 2026: o O'Higgins, do Chile. O anúncio, feito nas redes sociais do tricolor baiano, rapidamente se transformou em palco de ataques racistas por parte de torcedores chilenos.
As publicações do Esquadrão foram invadidas por comentários com gifs e emojis de macaco, direcionados à torcida e ao time. Essa onda de mensagens preconceituosas gerou uma forte revolta entre os torcedores do Bahia, que prontamente se uniram para denunciar os conteúdos e exigir providências. A atitude racista mostra um lado lamentável do esporte, que deveria ser um ambiente de união e respeito.
Até o momento, o Bahia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o grave incidente. A expectativa, tanto dos torcedores quanto da comunidade esportiva, é que o clube tome uma posição firme contra o racismo e as ofensas sofridas. Casos como este reforçam a urgência de campanhas e ações mais eficazes para coibir e punir atos de discriminação no futebol.
Próximos Confrontos e o Cenário Pós-Ataques
Apesar do triste episódio, a competição segue. O primeiro jogo entre Bahia e O'Higgins está marcado para o dia 18 de fevereiro, em território chileno, no Estádio El Teniente. Já a partida de volta, decisiva para a vaga na terceira fase da Pré-Libertadores, acontecerá no dia 25 de fevereiro, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia.
É fundamental que as autoridades do futebol e os próprios clubes se posicionem com veemência contra qualquer tipo de discriminação. O racismo não tem lugar no esporte nem na sociedade, e a resposta a esses atos deve ser rápida e contundente para que o futebol seja, de fato, um espaço inclusivo e livre de preconceitos. A paixão pelo time não pode justificar o ódio e a intolerância.







