A empresária Laís Rocha, de 27 anos, tornou-se o centro das atenções nas redes sociais ao expor uma dinâmica familiar que desafia os padrões tradicionais: ela divide o marido, o motoboy Ivan Rocha, de 36 anos, com outras cinco mulheres. Morando todos sob o mesmo teto em Atibaia, no interior de São Paulo, o grupo compartilha não apenas o afeto, mas também as responsabilidades domésticas e, em breve, a criação de um filho.
O relacionamento, classificado como poliafetivo, inclui além do casal inicial, a empresária Ana Carolina (20), a engenheira Natália Ferrari (30), a criadora de conteúdo Camili Sousa (20), a autônoma Maria Eduarda da Silva (20) e a radiologista Juliana Aires (22).
"Desconstrução e Reconstrução"
Em entrevista recente, Laís destacou que a configuração não é simples. “Esse tipo de relacionamento não é para qualquer um, não é todo mundo que está pronto. Ninguém está pronto. A sociedade não fala que você vai casar com duas, três, quatro pessoas. Então, é uma desconstrução e uma reconstrução”, afirmou a empresária.
A família está prestes a crescer. Laís, que é a única legalmente casada com Ivan devido à legislação brasileira, está grávida. A gestação foi planejada e muito aguardada, especialmente após a empresária ter sofrido um aborto espontâneo em junho de 2025. Segundo ela, a rede de apoio dentro de casa é fundamental.
“Todas elas não estão isentas dessa responsabilidade de cuidar, de ajudar e é uma das coisas que eu falo sobre o relacionamento poliafetivo. Pelo menos aqui em casa, para mim, tem sido maravilhoso. Elas me ajudam com absolutamente tudo”, relatou Laís, acrescentando que o plano futuro é que Natália seja a próxima a engravidar.
A Dinâmica do "Trisal" que virou "Heptasal"
A história de Laís e Ivan começou há uma década, via Facebook. O caminho até a configuração atual passou por separações e experimentações. Laís conta que, no início, sentia insegurança, mas uma experiência anterior com a ex-mulher de Ivan abriu portas para o estilo de vida.
Laís se autodenomina a "esposa 01" e explica que a dinâmica sexual da casa gira em torno de Ivan. Ela enfatiza que nenhuma das esposas é bissexual e que não há envolvimento íntimo entre as mulheres; a relação delas é baseada em amizade e companheirismo. A empresária revelou ainda que possui fetiche em "trollismo" — o prazer de observar o parceiro em relações com outras pessoas.
O crescimento da família aconteceu gradualmente, muitas vezes através das redes sociais. O perfil do grupo, que acumula centenas de milhares de seguidores, serviu de porta de entrada para algumas das atuais esposas, como Camili, Duda e Ju.
Casamento Simbólico e Preconceito
Embora a lei brasileira não permita a poligamia oficial, o grupo planeja uma cerimônia simbólica para novembro deste ano, onde todas as seis mulheres usarão vestidos de noiva brancos.
No entanto, o planejamento do evento trouxe à tona o preconceito social. “A gente teve dificuldade para alugar o vestido, para poder alugar o lugar. Eles criam uma certa rejeição quando falamos que é um homem com mais de uma esposa”, desabafou Laís.
A rejeição também ocorre no âmbito familiar. A mãe de Laís não aceita o estilo de vida da filha. Já a família de Ivan, apesar da resistência inicial, adotou uma postura de respeito exigida pelo motoboy. Segundo Laís, o contato com os parentes das outras cinco esposas é inexistente.







