Imagine estar confinado no Big Brother Brasil e um parente querido morrer aqui fora. Pelo contrato do reality, a Globo tem o poder de decidir se você fica sabendo ou não. Essa é uma das cláusulas chocantes que vieram a público após o vazamento do documento da edição 26 do programa.
E o dinheiro? O cachê fixo é de R$ 10.500, com um bônus de apenas R$ 500 por cada semana que o participante escapa do paredão. Para piorar, o grande prêmio final pode ser pago em certificados de ouro, não necessariamente em dinheiro vivo, e só 30 dias após o fim do programa.
Toda essa papelada secreta foi exposta por causa de um processo movido por um ex-participante, Pedro Henrique Espíndola. A ação judicial acabou trazendo à tona as regras rígidas que a emissora impõe aos brothers e sisters antes mesmo de pisarem na casa mais vigiada do Brasil.
A vigilância é total, 24 horas por dia, até nos banheiros. Embora a emissora afirme não usar essas imagens mais íntimas, elas ficam registradas. No contrato, os participantes ainda isentam a Globo de qualquer responsabilidade por acidentes, doenças ou danos psicológicos sofridos durante o jogo.
Outra novidade que assustou foi sobre o uso da imagem. Ao assinar, o participante autoriza a Globo a usar seu nome, voz e imagem para "treinar ferramentas de inteligência artificial". Essa autorização é descrita como universal e para sempre, sem que a pessoa possa revogar.
As proibições também são muitas. Dentro da casa, é vetado falar de política ou religião, além de qualquer tipo de agressão ou assédio, que leva à expulsão imediata. E depois que sai, o participante fica proibido para sempre de revelar detalhes da produção do programa.







