Com apenas dois capítulos restantes, o remake de Vale Tudo trouxe um recado claro: na sexta-feira (17) seria revelada a identidade de quem atirou em Odete Roitman (Debora Bloch). A autora Manuela Dias redesenhou a motivação do crime, por isso o desfecho não precisou seguir o que foi mostrado em 1988.
O que mudou em relação a 1988
Na versão original, a história levava o público a crer que Leila (Cássia Kis) havia matado Odete por engano, ao tentar atingir Maria de Fátima (Glória Pires) depois de descobrir um envolvimento entre a vítima e o marido. No remake, esse caminho foi descartado: Leila passou a ser interpretada por Carolina Dieckmann e, segundo a própria Manuela Dias, “ela não será a autora do crime”.
Relações que mudam as suspeitas
Outra diferença importante envolve Marco Aurélio (Alexandre Nero) e Fátima (Bella Campos). No novo roteiro os dois têm negócios e chegam a se aproximar, mas não há um romance consumado. Essa alteração muda a dinâmica dos possíveis motivos para o crime.
As dúvidas na investigação
A investigação dentro da novela deixou várias arestas abertas. A confissão de Heleninha (Paolla Oliveira) ao delegado Mauro (Claudio Jaborandy) — feita para proteger Celina (Malu Galli) — não dissolveu todas as dúvidas. Não apareceu um furo de bala na parede no momento do disparo, o flashback do depoimento foi cortado logo após o tiro e os desdobramentos no Rio de Janeiro não esclareceram por completo quem apertou o gatilho. Será que a confissão corresponde exatamente aos fatos vistos pela audiência?
Essas omissões e cortes alimentaram teorias: a confissão poderia não bater com as imagens, Odete poderia não estar morta ou outra personagem poderia ter sido a autora do disparo.
O desfecho
No último capítulo, que foi ao ar na sexta-feira (17), a novela confirmou a identidade do responsável e a motivação do ataque, encerrando as incertezas acumuladas na reta final.







