O programa Projeto Prisma, um espaço importante para a cultura baiana, dedicou uma edição especial nesta segunda-feira (2) à tradicional Festa de Iemanjá. Para aprofundar a conversa, a atração recebeu o historiador Marcos Rezende, que trouxe detalhes e a rica história de uma das celebrações mais emblemáticas de Salvador, na Bahia. A entrevista, que pode ser acompanhada, mergulhou nos aspectos que tornam essa festa um marco no calendário soteropolitano.
A Festa de Iemanjá é muito mais que um evento religioso; ela representa um encontro poderoso entre o sagrado e o profano, que toma as ruas do bairro do Rio Vermelho todos os anos. Milhares de devotos e turistas se reúnem para homenagear a Rainha do Mar, em uma manifestação de fé e cultura que reflete a alma do povo baiano. A celebração é um testemunho vivo do sincretismo religioso que molda a identidade brasileira, unindo diferentes crenças em um único e emocionante tributo.
De acordo com as informações trazidas pelo historiador Marcos Rezende, a festa terá uma marca importante em 2026, quando completará 104 anos de existência. Para essa edição futura, o tema já foi anunciado: “Yemanjá: a Mãe que ilumina a todos nós!”. Essa longevidade demonstra a força da tradição e a devoção contínua à divindade, que atravessa gerações e se mantém como um dos pontos altos da cultura afro-brasileira.
Os festejos, que preenchem de significado a capital baiana, começam um dia antes da grande festa, no domingo (1º). É quando ocorre a entrega do presente de Oxum, outra divindade importante do panteão africano, conhecida como a Deusa do Ouro e dos rios. O cortejo, um dos momentos mais esperados e carregados de simbolismo, tem seu ponto de partida marcado para as 23h10, saindo do Terreiro Olufanjá (Ilê Axê Iyà Olufandê), que fica no bairro do Beiru.
A jornada do cortejo segue um percurso emocionante até o Dique do Tororó, onde a chegada está prevista para as 23h40. O ápice da celebração acontece pontualmente à meia-noite, com a emocionante entrega do presente a Iemanjá. Este ritual, repleto de fé e esperança, é um momento de profunda conexão espiritual para os participantes, que levam flores e pedidos à Rainha do Mar, reafirmando sua devoção e gratidão.
A valorização de programas como o Projeto Prisma é fundamental para a preservação e difusão dessas ricas manifestações culturais. Ao dar voz a historiadores como Marcos Rezende, o programa assegura que a história, o significado e a relevância de eventos como a Festa de Iemanjá sejam acessíveis a um público amplo. Isso fortalece a identidade cultural, promove o respeito às tradições afro-brasileiras e convida a todos a conhecerem mais sobre a diversidade cultural do Brasil.







