O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, se manifestou nesta terça-feira (13) para rebater as críticas sobre a organização do Carnaval de Salvador, na Bahia. Em uma coletiva de imprensa no Campo Grande, Edington minimizou as reclamações e defendeu a logística da festa, que para ele, tem funcionado muito bem.
As queixas, vindas principalmente de artistas locais, apontam problemas como trios elétricos quebrando e atrasos nos circuitos. Nomes como Xanddy Harmonia, Pagodart, Fantasmão e Oh Polêmico teriam sido afetados por esses imprevistos durante os desfiles. Além disso, há um descontentamento sobre a qualidade dos equipamentos e a suposta preferência por atrações de fora nas programações.
Presidente da Saltur rebate críticas e aponta atrasos de artistas
Edington, porém, não concorda com a visão negativa. Ele classificou as reclamações como "injustas" e deu a entender que parte dos problemas pode ser culpa dos próprios artistas e suas equipes, que, segundo ele, não seguem as normas e os horários estabelecidos para os desfiles.
"Me perdoe, mas a programação é feita por um conselho no qual os próprios artistas têm assento. Eles participam das decisões e existem normas e horários a serem seguidos. Infelizmente, tenho que discordar das críticas", afirmou o presidente.
Ele explicou que as decisões sobre a programação são tomadas de forma conjunta, com a participação dos próprios músicos. Embora admita que a prefeitura possa ter falhas pontuais, Edington reforçou que muitos transtornos na avenida acontecem porque as regras não são cumpridas por quem está desfilando.
"Barulho da minoria" não reflete o sucesso da festa, diz Edington
Durante a conversa com a imprensa, o presidente da Saltur fez questão de ressaltar que as reclamações são casos isolados. Ele argumentou que, em um evento do tamanho do Carnaval, com centenas de apresentações, é normal que algumas queixas apareçam, mas que isso não representa a realidade da maioria.
"Reclamações à parte, em um universo de 1.200 atrações, é natural que existam algumas queixas. Não estamos aqui para punir ninguém, mas um ou dois artistas fizeram esse barulho, enquanto outros 160 seguiram o fluxo normalmente. Cada um faz o seu barulho", disse Edington, referindo-se aos descontentamentos como o "barulho da minoria".
Este cenário mostra uma tensão entre a gestão da cidade e os artistas locais, que continuam pedindo melhores condições de estrutura para os trios nos circuitos. Mesmo assim, a Saltur mantém o planejamento original e destaca que o principal objetivo é garantir que os desfiles aconteçam com fluidez até o último dia da folia.







