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Papo Preto explora a Irmandade da Boa Morte na Consciência Negra

No dia da Consciência Negra, Papo Preto revela a história da Irmandade da Boa Morte e sua luta por direitos e dignidade.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
20 de novembro, 2025 · 09:29 1 min de leitura
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

No dia 20 de novembro, em celebração ao feriado da Consciência Negra, o Papo Preto lançou seu segundo episódio da terceira temporada, que explora o tema "Axé e Espiritualidade Negra". Neste episódio, as jornalistas Eduarda Pinto e Ana Clara Pires visitam a Irmandade da Boa Morte, localizada em Cachoeira, na Bahia, e destacam sua história de mais de 200 anos de resistência e sincretismo religioso.

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A Irmandade da Boa Morte, fundada em 1820, é uma confraria exclusivamente feminina composta por mulheres negras descendentes de africanas escravizadas. Seu papel vai além de uma manifestação de fé, buscando garantir direitos e dignidade para suas integrantes por meio da arrecadação de fundos para a compra de cartas de alforria e a realização de enterros adequados.

A devoção a Nossa Senhora da Boa Morte, que serve de inspiração para a confraria, é uma mistura de crenças católicas e influências das religiões africanas. Em Cachoeira, a irmandade tornou-se uma entidade venerada, exercendo influência nas atividades socioculturais regionais, com uma sede que abriga um museu e uma capela para eventos e celebrações religiosas.

No decorrer do ano, a Irmandade se destaca com a Festa da Boa Morte, que ocorre entre os dias 13 e 17 de agosto e foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia em 2010. Durante esta festividade, as irmãs organizam as procissões e rituais, em coautoria com a paróquia católica, enfatizando a devoção a Nossa Senhora e a luta pela liberdade dos escravizados no Recôncavo.

Significado do trabalho da Irmandade

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A Irmandade da Boa Morte não apenas preserva a cultura afro-brasileira, mas também atua como um símbolo de sincretismo religioso, onde elementos católicos e africanos coexistem. Sua trajetória reflete a força e a perseverança das mulheres negras na luta por seus direitos e pela dignidade de sua história.

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