Menos de 24 horas após a influenciadora Agostina Páez retornar à Argentina, o pai dela, o empresário Mariano Páez, foi flagrado repetindo os mesmos gestos racistas que levaram a filha à prisão no Rio de Janeiro. O caso aconteceu em um bar na cidade de Santiago del Estero.
Imagens divulgadas por sites locais mostram o empresário gritando e imitando um macaco durante uma saída noturna. O comportamento gerou revolta imediata, já que Agostina havia acabado de deixar o Brasil após responder por injúria racial contra funcionários de um quiosque em Ipanema.
Além dos gestos, outro vídeo mostra Mariano debochando da situação financeira da família. Ele afirmou ter pago a fiança de 18 mil dólares para que a filha pudesse responder ao processo em liberdade e negou ter recebido qualquer ajuda de dinheiro público.
Em tom de deboche e cercado por pessoas, o empresário chegou a se autodenominar "milionário, agiota e narco", afirmando ter asco do Estado. A postura agressiva reforça a polêmica que envolve a família desde a detenção da influenciadora em solo brasileiro.
Agostina Páez passou mais de dois meses no Brasil usando tornozeleira eletrônica após ser filmada em janeiro ofendendo trabalhadores brasileiros. A defesa da família alega que os novos vídeos do pai foram manipulados por inteligência artificial.
No entanto, análises técnicas realizadas em ferramentas de detecção apontaram que a chance de o vídeo ser falso é mínima, variando entre 0% e 2%. O caso segue repercutindo negativamente tanto no Brasil quanto na Argentina.







