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Cultura

O Agente Secreto: filme destaca repressão política e vítimas da ditadura

O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, revela a repressão política e o impacto na memória das vítimas da ditadura brasileira.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
28 de novembro, 2025 · 09:49 2 min de leitura
O Agente Secreto / Crédito: CinemaScópio Produções e Vitrine Filmes (divulgação)
O Agente Secreto / Crédito: CinemaScópio Produções e Vitrine Filmes (divulgação)

O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, acaba de estrear em 2025 e se destacou no Festival de Cannes, conquistando prêmios para Wagner Moura e seu diretor. Com uma trama que mescla drama, suspense e thriller político, a produção já é apontada como uma forte concorrente para a 98ª cerimônia do Oscar.

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A narrativa acompanha Marcelo, um homem que deixa São Paulo devido a ameaças de um influente industrial, e retorna ao Recife, onde busca se reconectar com seu filho, criado pelos avós. Adotando uma identidade falsa, ele passa a viver em uma pensão que abriga refugiados e marginalizados, incluindo um casal angolano e Dona Sebastiana, uma figura materna entre os inquilinos.

À medida que Marcelo tenta se reintegrar à sua antiga rotina, ele se depara com uma cidade marcada pela vigilância e pela corrupção. O contexto de repressão política leva o protagonista a se envolver em uma complexa rede de espionagem, onde enfrenta um dilema moral que envolve sua própria história familiar e ética, enquanto trabalha no Instituto de Identificação da polícia.

O clímax do filme ocorre quando assassinos a serviço de Guirotti, um industrial envolvido com o regime, chegam ao Recife determinados a eliminar Marcelo. Uma sequência de ações desencadeia um tiroteio entre a polícia e os bandidos, resultando na morte de vários personagens, mas o protagonista consegue escapar.

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No desenlace da história, o filme avança para o presente, onde pesquisadores analisam documentos relacionados ao caso do professor. Uma descoberta impactante revela que Marcelo foi assassinado em 1977, mas os detalhes permanecem obscuros, ilustrando o apagamento histórico das vítimas da ditadura. Em um encontro significativo, Flávia, uma das pesquisadoras, entrega a Fernando, filho de Marcelo, um pen drive com informações sobre o pai, mas ele não confirma se vai ouvir o que consta no dispositivo.

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