A Netflix confirmou a quarta temporada de Monstro, que terá como foco a história de Lizzie Borden. A atriz Ella Beatty foi anunciada para o papel.
Desde o começo, a série revisita crimes reais para discutir como a sociedade constrói a ideia de 'monstro' — partindo do ato violento para problematizar percepções sociais e psicológicas. As temporadas anteriores abordaram figuras como Jeffrey Dahmer, os irmãos Menendez e Ed Gein, todas masculinas.
O novo ciclo vai se concentrar em 'mulheres rotuladas como monstros', disse Ryan Murphy à Variety.
Os produtores deixam claro que a intenção não é enaltecer a violência, mas explorar os limites entre culpa, percepção pública e gênero. O anúncio do foco em mulheres gerou debates sobre representação que já repercutem no Brasil, inclusive na Bahia.
Sugestões e nomes citados
Produtores, críticos e parte do público sugeriram outros casos que poderiam servir como ponto de partida para análises sociais e psicológicas. Entre as propostas nos Estados Unidos estiveram:
- Albert Henry DeSalvo (o Estrangulador de Boston).
- Gary Ridgway (o Estrangulador do Green River).
- Gerard Schaefer, policial acusado de atrair vítimas usando sua autoridade.
Também foram lembrados casos internacionais de grande repercussão, como Andrei Chikatilo (Rússia), Pedro Alonso López (Colômbia/Equador/Peru) e Harold Shipman (Reino Unido).
Debate sobre uma versão brasileira
No Brasil, surgiram menções a casos frequentemente retratados em produções audiovisuais. Entre os exemplos citados estiveram:
- Pedro Rodrigues Filho (Pedrinho Matador).
- Suzane von Richthofen.
- Francisco de Assis Rocha (Maníaco do Parque).
- João Acácio Pereira da Costa.
- Marcelo Costa de Andrade (Vampiro de Niterói).
Essas referências foram apontadas desde que a abordagem mantivesse a proposta de problematizar a construção social e as reverberações públicas em torno dos casos.
Criticos e espectadores também sugeriram que a antologia mesclasse arcos longos — para crimes complexos — com miniarcos de dois ou três episódios para histórias menos conhecidas. Por enquanto, porém, foi confirmada apenas a temporada centrada em Lizzie Borden. Os próximos rumos dependerão das decisões da Netflix e dos criadores, que já demonstraram interesse em discutir como a sociedade rotula indivíduos quando crimes chocam a opinião pública. Como isso será mostrado? Resta acompanhar as escolhas da produção.







