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Cultura

Miguel Oliveira 'pastormirim' diz ter comprado mansão de R$34 milhões

Miguel Oliveira, 15, afirma ter adquirido mansão de R$ 34 milhões; cobrança em cultos e dúvidas sobre a origem dos recursos provocam polêmica.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
21 de outubro, 2025 · 15:06 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A história de Miguel Oliveira, conhecido como “pastormirim”, virou motivo de debate nas redes sociais depois que ele afirmou ter comprado uma mansão avaliada em R$ 34 milhões. O jovem, de 15 anos, natural de Carapicuíba (no interior de São Paulo), publicou a informação e acabou gerando dúvidas sobre a origem dos recursos e a veracidade da compra.

Quem é Miguel

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Miguel ganhou notoriedade pelas pregações e pelo alcance digital: são mais de 1,4 milhão de seguidores. Segundo relatos, ele fazia parte da Igreja Assembleia de Deus Avivamento Profético e conta ter começado a missão religiosa aos 3 anos, depois de, segundo seu testemunho, ter sido curado de surdez e mudez. O estilo de pregação jovem e intenso atraía tanto apoiadores quanto críticos.

As controvérsias

As alegações sobre a mansão vieram acompanhadas de críticas e preocupações já apontadas anteriormente. Entre os pontos levantados estão:

  • divulgação de supostas curas milagrosas;
  • vídeos em que rasgava documentos que seriam laudos médicos;
  • alegações de cura de doenças graves, como câncer e leucemia;
  • registros apontando que, em determinado momento, ele chegou a ser proibido de pregar por decisão do conselho tutelar, segundo a imprensa.

Também circularam denúncias de que Miguel cobraria valores para participar de cultos — com relatos de uma taxa de R$ 3 mil por evento — além de exigências de pagamento antecipado e do custeio de passagens e hospedagem. Essas alegações reacenderam o debate sobre a monetização da fé e os limites éticos na atuação religiosa.

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Figuras públicas chegaram a manifestar apoio ao jovem; entre elas, o influenciador Pablo Marçal o defendeu contra acusações de “falso profeta”. Por sua vez, a assessoria do jovem afirmou que as doações feitas durante os cultos eram destinadas às igrejas que o convidavam e não diretamente a Miguel.

O caso seguiu repercutindo nas redes e no meio evangélico, levantando questões sobre fé, responsabilidade e os limites da atuação de pregadores tão jovens. Até que ponto a popularidade digital deve ser acompanhada de transparência e responsabilidade?

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