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Cultura

Manno Góes celebra Dia Nacional do Axé e minimiza debate sobre trios

Manno Góes celebra o Dia Nacional do Axé Music em Salvador, destacando o impacto do gênero. Ele minimiza a polêmica sobre a ordem dos trios, sugerindo que a solução está na ampliação dos circuitos do Carnaval.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
17 de fevereiro, 2026 · 21:14 2 min de leitura

O Carnaval de Salvador, na Bahia, ganhou um novo motivo para celebrar nesta terça-feira, 17 de fevereiro. Pela primeira vez, a data marcou o Dia Nacional do Axé Music, e o compositor e músico Manno Góes fez questão de comentar sobre o significado especial desse dia para a cultura baiana e brasileira.

Axé Music: Mais que ritmo, uma revolução

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Para Manno Góes, líder da banda Jammil, a criação do Dia Nacional do Axé Music vai muito além de uma simples celebração. Ele enfatizou o impacto profundo que o gênero teve e continua tendo no estado.

"A gente tem o Dia Nacional do Axé Music, que é muito significativo, porque legitima ainda mais um movimento que mudou o comportamento do nosso Carnaval, que transformou a economia criativa da Bahia, potencializou a nossa cidade, gerou empregos e promoveu um crescimento muito grande", disse Manno, expressando o orgulho pelo legado do Axé.

O músico reforçou que o Axé é uma força transformadora e que moldou a identidade do Carnaval de Salvador. "Ter esse dia traz autenticidade e um reconhecimento necessário. O Axé Music é mais do que uma moda passageira, é uma música transformadora, revolucionária e a cara do Carnaval de Salvador", afirmou. Para completar a festa, a banda Jammil desfilou no mesmo dia, conectando a celebração da data com a energia da folia.

Ordem dos trios: Manno sugere debate mais amplo

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Nos últimos dias, a organização da ordem dos trios no circuito do Carnaval virou tema de debate, especialmente após comentários da cantora Daniela Mercury. No entanto, Manno Góes preferiu "tirar o peso" da discussão, sugerindo que o problema é maior e pede uma solução mais abrangente.

Para o compositor, o foco não deveria ser apenas quem passa antes ou depois, mas sim como a cidade pode expandir e melhorar a estrutura para todos os foliões e artistas. Ele apontou para a necessidade de pensar em novas possibilidades e espaços para o Carnaval.

"Há uma discussão maior do que essa, que é sobre a gente ter ou não um novo circuito, expandir para um novo espaço. Existem várias questões que são consequência desse esgotamento e desse engarrafamento", explicou Manno, indicando que os problemas atuais são sintomas de uma estrutura que precisa ser repensada.

Manno acredita que a verdadeira solução para os desafios da folia passa pela criação ou ampliação de circuitos. Ele defende que, com essa mudança estrutural, as discussões sobre a ordem dos trios se tornariam menos relevantes, "ficarão para trás", como ele mesmo pontuou. A proposta é clara: pensar grande para garantir que o Carnaval continue sendo essa festa grandiosa e acessível a todos.

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