A paixão do público baiano pelo projeto Dominguinho pode estar prestes a ganhar um novo capítulo. Depois de encantar a todos no Festival de Verão Salvador 2026, com uma apresentação inesquecível, o trio formado por João Gomes, Jota.pê e Mestrinho deixou no ar a pergunta que não quer calar: será que teremos um show exclusivo do Dominguinho em Salvador, fora do formato dos grandes festivais?
O próprio João Gomes, voz marcante do projeto, não esconde o desejo de retornar à capital baiana para uma performance mais longa e dedicada. Ao ser questionado sobre a possibilidade de um novo espetáculo, o cantor foi otimista.
"Eu queria ter passado mais um tempinho lá em cima [no palco]. Quem sabe um dia a gente tenha essa oportunidade", disse, mostrando a empolgação de todo o grupo.
Para João, o segredo por trás do sucesso do Dominguinho está na sinceridade e na entrega de todos os envolvidos.
"Acho que só fomos correspondidos porque o nosso coração estava sendo muito sincero ali, cantando, se entregando, esperando o tempo de Deus. Então é isso: acho que eu tinha uma vida boa antes de gravar, mas não era tão boa quanto depois que eu gravei com esses meninos, depois que a gente se misturou. Acho que está bem melhor agora; é bem melhor lutar com alguém do nosso lado", revelou o artista.
A apresentação do Dominguinho no Festival de Verão 2026, realizada no primeiro dia do evento, foi de tirar o fôlego. Por cerca de 1 hora e 20 minutos, o palco se transformou em um cenário intimista, com cadeiras dispostas como no audiovisual original do projeto, lançado em abril do ano passado. Esse formato único transformou o show em uma experiência quase teatral, cativando a plateia presente em Salvador, na Bahia.
O projeto Dominguinho já acumula grandes conquistas. Vencedor do Grammy Latino 2025 na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, o trabalho celebra o forró e o baião com canções que vão além da nostalgia. Músicas como “Arriadinho por Tu”, “Meu Bem”, “Flor de Flamboyant” e outras pérolas do repertório foram entoadas e aplaudidas pelo público, mostrando a força e a relevância do trio.
Gravado em um cenário deslumbrante nas proximidades do Mosteiro de São Bento, em Olinda, o Dominguinho nasceu da união de talentos de diferentes estados: João Gomes, de Pernambuco, Mestrinho, de Sergipe, e Jota.pê, de São Paulo. A obra, que presta homenagem à arte de Kara Véia, contou com a direção audiovisual do baiano Chico Kertész, da produtora Macaco Gordo.
A riqueza musical do projeto vai além dos três vocalistas. A sanfona de Mestrinho e o violão de aço de Jota.pê se unem ao violão de Vanutti e à percussão inovadora de Gilú Amaral. O álbum conta com doze faixas, incluindo versões inéditas que surpreendem, como o medley "Mete um Block Nele / Ela Tem", uma releitura potente de "Pontes Indestrutíveis" do Charlie Brown Jr., e a inédita "Flor", uma composição original de Mestrinho.
A expectativa por um show solo do Dominguinho em Salvador não é de hoje. Em agosto do ano passado, a notícia de que a capital baiana estaria na agenda do projeto já havia circulado, gerando entusiasmo entre os fãs. No entanto, muitos expressaram o desejo de ver a proposta intimista do trio em um palco próprio, um show completo que pudesse explorar toda a sua magia sem as limitações de um festival. Enquanto não há confirmação oficial, a torcida para que esse desejo se torne realidade continua forte.







