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Cultura

Jacuipense: Rodrigo Ribeiro aponta desafios do calendário de 2026

Rodrigo Ribeiro, técnico do Jacuipense, detalha os desafios do calendário de 2026 para o clube, impactado pela Copa do Mundo e múltiplas competições.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
19 de dezembro, 2025 · 17:38 4 min de leitura
Foto: Cauã Maciel
Foto: Cauã Maciel

O técnico do Jacuipense, Rodrigo Ribeiro, está de olho no calendário apertado do futebol brasileiro para a temporada de 2026. Em um evento que reuniu dirigentes e representantes do clube, realizado na última terça-feira (18) no Rancho do Cupim, em Pituaçu, ele compartilhou suas preocupações e o planejamento da equipe para enfrentar os próximos desafios. Para Rodrigo, a combinação da Copa do Mundo com a redução de datas e o acúmulo de competições estaduais, regionais e nacionais cria um cenário bem complicado para todos os times.

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A situação é tão séria que levou até a uma mudança no regulamento da Copa do Nordeste, uma das competições importantes para o Jacupa. Segundo o treinador, clubes que disputam torneios sul-americanos, como a Libertadores ou a Copa Sul-Americana, não participarão mais do Nordestão. Isso acontece porque o calendário nacional, imposto pela CBF, está cada vez mais apertado.

Essa redução, infelizmente, é uma determinação do calendário nacional. A gente fica pressionado com o calendário estadual, ainda tem a Copa do Nordeste. Inclusive, isso foi o que gerou a necessidade da mudança do regulamento da Copa do Nordeste. O Bahia não disputa em 2026 por conta do calendário apertado. Por isso que se cria essa nova fórmula de quem disputa competição sul-americana, seja a Libertadores ou a própria Sul-Americana, não disputar mais a Copa do Nordeste. Então, é um problema do calendário nacional, que é imposto naturalmente pela CBF. E o ano de 2026 é pior ainda por conta da Copa do Mundo. Ficou tudo muito apertado.

Viagens longas e jogos seguidos marcam o início do ano

Rodrigo Ribeiro deu um exemplo prático do que o Jacuipense vai encarar logo no começo de 2026. A equipe terá um jogo no sábado, às 18h30, que exige uma viagem bastante longa. O time só deve retornar a Salvador no domingo, seja ao meio-dia ou no período da tarde, e já terá que entrar em campo novamente na terça-feira contra o Vitória. O técnico lamenta a falta de opções diante de um cronograma tão puxado.

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O Flávio, da TVE, estava falando aqui há pouco sobre um problema já na primeira rodada. A gente vai jogar no sábado, às 18h30, em uma viagem extremamente longa. A gente só vai chegar aqui no domingo, talvez ao meio-dia ou no horário da tarde, e já joga na terça-feira contra o Vitória. Então, é um calendário muito apertado que, infelizmente, a gente não tem muito como escolher. Não tem o que fazer. A gente tem que jogar.

Para o Jacuipense, a preocupação vai além dos jogos em si. O clube se esforça para dar o melhor suporte aos seus jogadores, buscando minimizar o cansaço físico e mental. A ideia é que, mesmo com as dificuldades, os atletas estejam nas melhores condições para atuar.

A gente vai dar a máxima condição para os atletas estarem tranquilos do ponto de vista físico e mental para que possam jogar as partidas da melhor maneira possível. A dificuldade é para a gente, mas é para todo mundo.

Jacuipense: o guerreiro do sertão pronto para a batalha

O técnico mais jovem do Campeonato Baiano de 2026 também reforça que as complicações logísticas afetam times de todo o estado. Ele lembra que a Bahia tem um tamanho continental, com clubes que viajam do Sul, como Porto Seguro, para o Norte, como a Juazeirense. Apesar disso, Rodrigo acredita na capacidade de adaptação do Jacuipense.

Todos os clubes vão passar por esse mesmo problema, ainda mais em um estado com uma dimensão territorial gigante, com clube jogando no Sul, como Porto Seguro, e depois jogando lá em cima, como a Juazeirense. A gente passa por essa dificuldade, mas o Jacuipense é o guerreiro do sertão, está acostumado com essa situação e vai se adaptar com certeza.

Rodrigo Ribeiro, que construiu sua carreira no próprio clube ao longo de seis anos, valoriza a paciência, o estudo e a dedicação. Ele enfatiza a importância de pensar no ser humano antes do atleta, uma filosofia que, segundo ele, foi fundamental em sua própria trajetória e que aplica com o elenco.

Me sinto abençoado, é o que eu posso falar. Sou grato pela oportunidade. Muita gente está vendo o Rodrigo de agora, mas não viu o Rodrigo que chegou no Jacuipense há seis anos, que lutou, batalhou, esperou o momento, estudou, se dedicou e foi paciente. É isso que eu sempre coloco para os atletas. Antes de eu pensar no atleta, eu penso no ser humano.

Para 2026, o Jacuipense vai disputar quatro competições: o Campeonato Baiano, a Copa do Nordeste, a segunda fase da Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro. Por isso, o monitoramento de novos jogadores é constante. A busca é por atletas que se alinham à cultura do clube, que respeitam o treino, a ética e entendem as dificuldades. O objetivo é formar um grupo unido, que atue como uma verdadeira família em campo.

O Jacuipense, a partir do momento que inicia qualquer competição, já começa o processo de monitoramento. Nenhum jogador que veio é novidade. Todos fizeram boas competições em outros clubes. A gente busca atletas que respeitam o treino, a ética e entendem as nossas dificuldades. Aqui é uma família antes de qualquer coisa. A gente contrata guerreiros. Pode ter certeza que, dentro de campo, qualquer atleta vai dar não só a vida dele, mas também a dos companheiros.

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