O clima nos bastidores do Carnaval 2026 está pegando fogo com as declarações recentes do cantor Igor Kannário. Conhecido como o “Príncipe do Gueto”, ele não poupou palavras ao comentar sobre sua relação com a estrela Ivete Sangalo, incluindo um episódio onde a artista o teria bloqueado nas redes sociais. As falas de Kannário levantam um debate importante sobre reconhecimento e as dinâmicas no cenário musical de Salvador, na Bahia.
Quem é a rainha para Kannário? A resposta surpreende
Quando perguntado sobre o título de “rainha” frequentemente atribuído a Ivete Sangalo, Igor Kannário foi direto e enfático.
“Cara, a rainha é minha mãe. Na visão, a única rainha na minha vida é a minha mãe”, disparou o cantor. Essa resposta, dada durante uma entrevista no camarim com o Metro1, transmitida pelo Macaco Gordo, mostra a independência e a visão de mundo do artista.
Kannário expressou um certo estranhamento com o que ele chamou de “reconhecimento tardio” por parte de Ivete. Ele e a cantora dividem o protagonismo nas ruas da capital baiana há muitos anos, mas o “Príncipe do Gueto” sente que o contato mais próximo da colega demorou demais para acontecer, especialmente considerando sua longa trajetória no pagode baiano.
'Ivete veio me enxergar ontem', questiona o cantor
A percepção de Igor Kannário é clara: ele acredita que Ivete só o notou recentemente.
"A Ivete veio me enxergar ontem. Eu nasci em 84 e comecei a ser conhecido a partir de 2015. Ela queria se aproximar de uma forma oportunista? Eu não tenho como achar nada, porque não leio pensamentos", afirmou Kannário. A fala do artista sugere uma reflexão sobre a forma como os grandes nomes do axé music interagem com artistas de trajetórias diferentes, especialmente aqueles que vêm da periferia.
Apesar das críticas sobre o tempo e a maneira como essa aproximação pareceu acontecer, Kannário fez questão de deixar claro que sua admiração pelo talento de Ivete Sangalo continua intacta. Ele ressaltou que uma coisa não anula a outra.
"Eu sempre fui fã da Ivete, sempre fui adorador da pessoa dela. Mas eu tenho minha opinião própria. Eu me respeito e sempre respeitei ela", concluiu o artista.
As declarações de Igor Kannário não são apenas sobre uma relação pessoal entre dois artistas; elas acendem um debate mais amplo no Carnaval de Salvador. Elas mostram as tensões e as dinâmicas de poder que ainda existem, e levantam a questão do reconhecimento dos artistas periféricos pelas grandes estrelas da música baiana. É uma conversa que promete continuar repercutindo pelos palcos e bastidores.







