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Cultura

Fundador do Habeas Copos celebra tradição acústica e homenageia Comcar em Salvador

Sérgio Bezerra, fundador do Habeas Copos, destaca a importância do circuito acústico do Carnaval de Salvador e homenageia o Comcar por sua organização essencial.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
12 de fevereiro, 2026 · 05:18 2 min de leitura
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

Nesta quarta-feira (11), o bloco Habeas Copos prepara uma homenagem especial ao Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar). A celebração acontece no tradicional circuito Sérgio Bezerra, que se estende do Farol da Barra ao Morro do Cristo, em Salvador, na Bahia. Sérgio Bezerra, fundador da banda que deu nome a esta festa pré-Carnaval e que também batiza o circuito, conversou com o Bahia Notícias sobre o significado profundo desta iniciativa.

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Para Sérgio, a homenagem ao Comcar é mais do que justa. Ele explica que muitas pessoas não conhecem a complexidade e o trabalho essencial desempenhado pelo Conselho. "Pouca gente conhece o trabalho do Comcar, que reúne todos os atores responsáveis pela organização do Carnaval, como cordeiros, blocos afro, bloco de fanfarra, corpo de bombeiro", destaca Bezerra, ressaltando o papel fundamental da entidade para que a maior festa de rua do planeta aconteça com segurança e alegria.

Defesa da Tradição: O Único Circuito Acústico

O circuito Sérgio Bezerra se distingue por uma característica única: é o único dia da pré-folia soteropolitana sem a presença de trios elétricos. Desde sua criação em 2013, a luta pela preservação deste formato acústico tem sido constante, conforme revela o próprio Sérgio Bezerra. "Todo ano é uma preocupação muito grande em perenizar esse circuito como sendo o único circuito acústico do Carnaval de Salvador, mantendo a tradição das fanfarras", afirma ele, evidenciando seu compromisso com a sonoridade raiz da folia.

Bezerra explica a diferença crucial entre a música de sopro e percussão e a dos grandes caminhões de som. Ele enfatiza que montar uma fanfarra exige mais do que simplesmente ligar um equipamento. "Não é um caminhãozinho desse que tá na moda, de trio, que você bota um som mecânico, ligou e saiu tocando. Não é assim. Você, para botar uma fanfarra dessa, não só representa um quantitativo grande de músicos, como qualitativamente é importante", detalha, valorizando a arte e o esforço humano por trás de cada nota e batida.

Renovação e Futuro das Fanfarras

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Apesar de sua solidez, o circuito passa por um processo de renovação. Sérgio aponta que essa revitalização "demanda um tempo para que se consiga manter a qualidade musical". Essa é uma das principais preocupações da Associação Carnavalesca das Entidades de Sopro e Percussão (ACESP), entidade responsável pela administração do circuito. A ACESP, juntamente com Sérgio, defende ativamente a participação de jovens para garantir a continuidade e o incentivo à rica cultura das fanfarras, assegurando que as novas gerações abracem e perpetuem essa tradição tão genuína do Carnaval baiano.

Além da festa, a ACESP também mostra seu lado solidário. A associação participa da campanha "Carnaval sem Fome", uma iniciativa que já conseguiu distribuir entre 6 e 8 toneladas de alimentos para quem mais precisa. Um exemplo de como a festa vai além da folia, promovendo também a união e a ajuda ao próximo.

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