O forró de raiz está cada vez mais perto de conquistar o mundo. Na última semana, foi entregue oficialmente o dossiê de candidatura do ritmo para se tornar Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. O evento aconteceu em João Pessoa, na Paraíba, e reuniu representantes de todo o Nordeste.
O cantor baiano Del Feliz, padrinho nacional da campanha, explicou que essa luta não é de hoje. O processo começou em 2011 e já garantiu o título de patrimônio nacional em 2021. Agora, a mobilização envolve 14 estados brasileiros para proteger as tradições do pé de serra contra a descaracterização do gênero.
Para quem espera uma resposta rápida, o artista esclarece que o reconhecimento deve vir apenas em 2030. Isso acontece por causa das regras da Unesco, que avalia apenas um bem imaterial por país a cada ciclo. Como o Brasil já tem uma proposta para 2026, o forró entrou na fila para a votação seguinte.
Na prática, o título internacional não é apenas uma homenagem. Ele obriga o governo a criar políticas públicas de salvaguarda, garantindo investimentos e preservação da cultura nordestina. Segundo Del Feliz, o reconhecimento fortalece a economia da região, especialmente durante as festas juninas.
A caminhada internacional já incluiu apresentações na França e reuniões na sede da Unesco. Além dos nove estados nordestinos, o movimento conta com o apoio de fóruns culturais e artistas de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde o forró também possui raízes fortes.







