A magia e a tradição do Afoxé Filhos de Gandhy tomaram conta do circuito Dodô (Barra-Ondina) nesta segunda-feira (16). O bloco, um dos mais icônicos do Carnaval de Salvador, desfilou levando consigo a batida hipnotizante do agogô e o inconfundível perfume de alfazema, que já virou sua marca registrada e um símbolo da festa.
Quem já conhece o Carnaval baiano sabe que a passagem dos Filhos de Gandhy é um momento de pura celebração cultural. O grupo, fundado em 1949, é uma homenagem a Mahatma Gandhi e traz para as ruas a filosofia da paz e a riqueza da cultura afro-brasileira. Seus integrantes, vestidos com turbantes e roupas brancas e azuis, transformam o circuito em um verdadeiro mar de fé e alegria, onde a energia dos cânticos de matriz africana contagia a todos.
A alfazema, lançada em abundância pelos foliões do bloco, não é apenas um cheiro agradável; ela carrega o simbolismo da purificação e da boa sorte, criando uma atmosfera única que perfuma não só o ar, mas também a alma de quem acompanha. É uma experiência sensorial completa, que se mistura ao som dos instrumentos de percussão e à dança leve e cadenciada dos participantes.
Até mesmo o prefeito de Salvador, Bruno Reis, não resistiu à força e à beleza do desfile. Ele se misturou aos foliões e dançou junto com o bloco, mostrando que a alegria e a energia do afoxé são democráticas e envolvem a todos, do público às autoridades, que celebram juntos a grandiosidade do Carnaval baiano. A presença do prefeito é um reflexo do reconhecimento da importância cultural e social que os Filhos de Gandhy representam para a maior festa de rua do planeta.
A cada ano, o Afoxé Filhos de Gandhy reafirma seu papel fundamental na preservação e difusão da identidade cultural de Salvador. A segunda-feira de Carnaval no circuito Barra-Ondina se tornou, por causa deles, um ponto de encontro para quem busca uma vivência mais profunda e espiritualizada da folia, sem perder a efervescência e a alegria características da festa.







