O Esporte Clube Bahia, um time que é muito mais do que apenas registros oficiais, celebra hoje um marco importante: 95 anos de fundação. Conhecido como o “Tricolor de Aço”, o clube de Salvador, na Bahia, vive um momento de grandes expectativas, especialmente por estar em seu quarto ano sob a gestão do City Football Group. A torcida tem motivos para sonhar alto, já que o Bahia disputará a Copa Libertadores pelo segundo ano consecutivo, algo inédito em sua rica trajetória.
Fundado em 1931, o Bahia surgiu da união de ex-jogadores do Clube Bahiano de Tênis e da Associação Atlética da Bahia, clubes que haviam encerrado suas atividades no futebol no final da década de 1920. A história de sucesso começou cedo. Logo no seu primeiro ano de existência, o Esquadrão conquistou o Campeonato Baiano, um feito que deu origem à famosa frase “nasceu para vencer”.
Uma história de glórias e pioneirismo
Ao longo de quase um século, o Bahia acumulou uma impressionante coleção de títulos. São 51 troféus do Campeonato Baiano, mostrando sua hegemonia no estado. No cenário regional, o clube levantou a Copa do Nordeste cinco vezes (em 2001, 2002, 2017, 2021 e a mais recente, em 2025). Mas foi no cenário nacional que o Bahia fez história ao conquistar dois Campeonatos Brasileiros.
- Em 1959, o time superou o poderoso Santos de Pelé na final, tornando-se o primeiro campeão brasileiro.
- Em 1988, o Bahia venceu o Internacional de Taffarel, adicionando mais uma estrela ao seu escudo.
O pioneirismo do Esquadrão não parou por aí. Em 1960, o clube foi o primeiro time brasileiro a participar da Copa Libertadores da América, abrindo caminho para outras equipes do país na competição continental.
O renascimento e a 'Democracia Tricolor'
Apesar de tantos momentos gloriosos, o Bahia também enfrentou períodos difíceis, com rebaixamentos e resultados que deixaram a torcida frustrada. No entanto, um novo capítulo começou a ser escrito em 9 de julho de 2013. Naquele dia, a saída de Marcelo Guimarães Filho, liderada pelo interventor Carlos Rátis, marcou o início de um movimento importante: a “Democracia Tricolor”. Esse processo devolveu a voz e o poder de decisão aos torcedores, que se tornaram protagonistas na vida do clube.
Presidentes como Fernando Schmidt, Marcelo Sant’Ana e Guilherme Bellintani foram cruciais nessa fase de reconstrução. Bellintani, em particular, teve um papel fundamental na negociação que mudou o patamar do Bahia. Em dezembro de 2022, os sócios aprovaram a venda de 90% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do clube para o City Football Group, um gigante mundial do futebol. Essa parceria abriu as portas para investimentos e colocou o Bahia em um novo patamar, permitindo que a torcida sonhe com conquistas ainda maiores.
Com a fé e a esperança renovadas, os torcedores tricolores encaram os próximos desafios com otimismo. O nível de exigência aumentou, mas o desejo de ver o clube em passos largos rumo a novas conquistas é ainda maior. Que este ano novo, que já traz a expectativa da Libertadores, venha com toda a energia necessária para o Esquadrão.







