Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Cultura

Escola de samba Diamante Negro de Salvador pede apoio para desfilar

A escola de samba G.R.E.S. Diamante Negro, do Novo Marotinho (Salvador), pede apoio para ensaios, transporte e visibilidade para poder desfilar.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Cultura
25 de outubro, 2025 · 03:37 3 min de leitura
Foto: Instagram
Foto: Instagram

A escola de samba G.R.E.S. Diamante Negro, fundada em 2018 por Matheus Couto no bairro do Novo Marotinho, em Salvador (BA), vem pedindo apoio para desfilar. Os pedidos são diretos: faltam recursos para ensaios, transporte e maior visibilidade para as apresentações.

Uma paixão que começou cedo

Publicidade

A história começa antes da oficialização da escola. Em 2017, Matheus assistiu ao desfile da Acadêmicos do Grande Rio na Marquês de Sapucaí, com o enredo “Ivete, do Rio ao Rio” — aquele desfile marcou profundamente sua trajetória. A inspiração, porém, já vinha da infância: aos 12 anos ele fez uma maquete de escola de samba depois de se emocionar com uma homenagem a Ivete Sangalo.

Depois do Carnaval no Rio, Matheus mergulhou nos estudos: documentários, sambas-enredo e muita pesquisa sobre a história das escolas. Com uma liga de modelos em miniatura, ele ensaiava desfiles em escala reduzida e foi aprendendo as regras de competição — harmonia, enredo, fantasias, mestre-sala e porta-bandeira.

Da maquete para as ruas

O projeto saiu das maquetes e ganhou espaço na comunidade. O avô de Matheus cedeu uma casa para as atividades e a escola Filhos da Feira virou referência e madrinha. Ainda no primeiro ano, a comunidade conseguiu colocar um carro alegórico nas ruas, fruto do trabalho coletivo.

Publicidade

Os caminhos não foram fáceis: faltou documentação formal, houve pouca iniciativa institucional e foi difícil atrair a participação de adultos. A diretoria reagiu com campanhas no bairro e, aos poucos, conseguiu envolver cerca de 60 pessoas em ensaios e desfiles locais.

“Depois daquele momento, minha vida passou a ser escola de samba 24 horas por dia (ou 24/7)”, disse Matheus Couto.

As necessidades da Diamante Negro são simples e concretas. Como desfilar sem transporte? Como ensaiar sem um espaço adequado? Como alcançar público sem visibilidade? Entre os pedidos mais recorrentes estão:

  • apoio para ensaios;
  • transporte para levar a escola aos desfiles;
  • maior visibilidade para as apresentações.
“Quando eu penso na Diamante Negro, eu penso nisso, nessa parte da diversão, da beleza da festa, de fazer as fantasias, arrumar a bateria e ir para a rua. Eu não quero que a escola de samba pareça com os blocos afro, que já existem e são gigantes; quero que a escola de samba tenha a cara das grandes escolas”, disse Matheus Couto.

Sobre um sambódromo em Salvador

Matheus considera a construção de um sambódromo em Salvador uma possibilidade interessante, mas faz um alerta importante: não basta ter um espaço. É preciso política pública e logística que garantam ensaios, transporte e condições para que as escolas realmente possam desfilar.

“Não dá para ser um ou outro. A gente ser inserido no Carnaval de Salvador é importante, mas se for implantar um sambódromo, é necessário ter o auxílio para que a gente consiga fazer o desfile. Não adianta colocar o espaço, mas não colocar um ônibus para levar as escolas para lá”, disse Matheus Couto.

Depois de mais de seis anos de trabalho desde a fundação, a Diamante Negro segue com a proposta de resgatar e adaptar a tradição das escolas de samba ao contexto do carnaval soteropolitano. As atividades continuam sendo voltadas à comunidade do Novo Marotinho e há expectativa de que iniciativas estruturadas, acompanhadas de investimento e planejamento, possam ampliar a visibilidade da escola.

Leia também