Ainda repercute a expulsão de Carol Lekker de 'A Fazenda 17' e, agora, as consequências da briga com Duda Wendling vão além do programa. O advogado de Duda, Adib Abdouni, confirmou que vai entrar com processos contra Carol Lekker. Além disso, Dudu Camargo e Saory Cardoso também estão na mira judicial por comentários e atitudes que, segundo a defesa da atriz, transbordaram os limites do entretenimento e viraram crimes.
Briga na TV vira caso de Polícia: O que Aconteceu com Carol Lekker
A expulsão de Carol Lekker veio depois de uma agressão física contra Duda Wendling dentro do reality show. A ex-Miss Bumbum teria avançado sobre Duda, dado um enforcamento, arrancado uma maquete das mãos dela à força e jogado objetos no chão. Para o advogado Adib Abdouni, essa atitude não só quebrou as regras do programa, mas também feriu a integridade física e a dignidade de Duda.
As ações de Carol, conforme a nota enviada pelo advogado ao portal LeoDias, se encaixam em crimes como lesão corporal, previsto no artigo 129 do Código Penal. Além disso, a violência para impedir que Duda mantivesse um objeto em sua posse caracteriza constrangimento ilegal, conforme o artigo 146 do mesmo código. A humilhação durante a agressão ainda pode ser vista como injúria real, de acordo com o artigo 140, §2º, do Código Penal.
“A agressão física praticada por Carol é o ponto de partida incontornável. Ao avançar sobre Duda, aplicar um enforcamento, arrancar-lhe à força a maquete e, em seguida, lançar seus objetos ao chão, Carol não apenas violou o regulamento interno do programa, como atentou contra a integridade física e a dignidade da participante”, afirmou Adib Abdouni.
Comentários Polêmicos: Dudu Camargo e Saory Cardoso na Mira Judicial
A defesa de Duda Wendling não vai parar apenas em Carol Lekker. Dudu Camargo e Saory Cardoso também podem responder na Justiça por atitudes e comentários feitos dentro do reality. O jornalista Dudu Camargo é acusado de fazer comparações de Duda com “um prato de micro-ondas” e uma “pizza brotinho que daria para quatro”, com uma clara conotação sexual. Essas falas e outras ações são classificadas pelo advogado como injúria qualificada e difamação.
Houve até um episódio em que um preservativo foi deixado propositalmente para insinuar um comportamento sexual falso da vítima, o que também é visto como difamação, conforme o artigo 139 do Código Penal, com o agravante da grande repercussão nacional.
Já Saory Cardoso pode ser responsabilizada por injúria e difamação por ter “reforçado, incentivado, validado ou naturalizado” as condutas ofensivas. Segundo a defesa, ela concorre para a prática desses crimes, conforme o artigo 29 do Código Penal, que trata do concurso de agentes.
“O que se observa, ao longo dos últimos dias, é uma escalada de discursos machistas e misóginos dirigidos a Duda por outros participantes, constituindo verdadeira violência psicológica reiterada”, destacou o advogado, reforçando a gravidade da situação.
A Justiça Fora da 'Fazenda': Dignidade Acima do Espetáculo
Para Adib Abdouni, o que aconteceu com Duda Wendling não pode ser visto como um simples descontrole emocional de participantes ou uma quebra de regras de televisão. Ele defende que tudo o que o país viu foi uma agressão física direta e um conjunto de violências verbais, morais e psicológicas que vão muito além do entretenimento e entram no campo do ilícito penal e civil.
A expulsão de Carol do programa é apenas uma consequência interna, mas não tira sua responsabilidade perante a lei brasileira. A equipe jurídica de Duda vai levar os fatos às autoridades competentes, buscando a devida representação criminal e as reparações civis. O advogado enfatiza que a Constituição Federal garante o acesso à Justiça e a inviolabilidade da honra e da imagem, e o Código Civil exige reparação integral para quem causa dano.
O caso será tratado com toda a seriedade, analisando individualmente todas as condutas — físicas, morais, verbais e psicológicas — para que os crimes previstos nos artigos 129, 139, 140, 140 §2º, 146 e 147-A do Código Penal sejam apurados, junto com as medidas de reparação civis. A mensagem é clara: a lógica do espetáculo não está acima da Constituição, e a violência não pode ser transformada em entretenimento.







