O palco do Largo Pedro Archanjo, no badalado circuito Batatinha, em Salvador, foi a casa de um dos nomes mais respeitados do reggae baiano nesta terça-feira (17). O cantor e compositor Dionorina, aos 73 anos, trouxe toda a sua energia e história para a folia momesca, em um show que celebrou a música e a cultura afro-brasileira.
Dionorina, um verdadeiro pilar do reggae no Brasil, passou a maior parte de seus 73 anos vivendo em Feira de Santana, na Bahia, cidade que carrega em suas raízes e que ele representa com orgulho. Sua trajetória é marcada por composições que vão muito além da melodia, abordando temas profundos como a valorização da negritude, com letras que se entrelaçam com as referências da própria Bahia e do continente africano.
Conhecido por seu nome artístico, que é uma homenagem carinhosa à sua mãe, Honorina (de onde vem "Tonho Dionorina"), o artista nasceu Antônio Evaldo Barboza Machado. Ele é uma prova viva da força e da resiliência da música baiana, consolidando-se ao longo dos anos como um dos maiores expoentes do reggae nacional.
A apresentação no Carnaval de Salvador ganhou um toque especial, vindo após um período delicado na vida do cantor. No final do ano passado, Dionorina precisou ser internado por um quadro de hematêmese (vômito com sangue), um momento que preocupou fãs e a imprensa, como noticiado pelo parceiro Acorda Cidade. Felizmente, ele se recuperou completamente e, com a garra de sempre, retomou suas atividades profissionais, mostrando que a paixão pela música é inabalável.
O Largo Pedro Archanjo, um dos pontos mais charmosos do Carnaval soteropolitano, teve um gostinho extra de Feira de Santana na noite. Logo após o show de Dionorina, o público teve a oportunidade de prestigiar outra talentosa artista da mesma cidade: a cantora Jôh Ras, que subiu ao palco com um repertório vibrante, também repleto de reggae, mantendo o ritmo e a positividade lá em cima.
A presença de Dionorina no Carnaval de Salvador reforça a importância de artistas veteranos que, com sua arte, continuam a inspirar novas gerações e a levar mensagens significativas para o grande público. Sua música é um hino à identidade, à luta e à alegria, características tão presentes na festa que é a cara da Bahia.







