O ator Dado Dolabella foi oficializado na última terça-feira (3/3) como pré-candidato a deputado federal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no estado do Rio de Janeiro. O anúncio inicial foi realizado por meio de um vídeo publicado no perfil do Instagram de Washington Reis, presidente do diretório estadual da legenda, mas a postagem foi apagada da rede social pouco tempo depois.
Na gravação divulgada, Dolabella apresentou os temas que nortearão sua plataforma política. O vencedor da primeira edição do reality show A Fazenda declarou que seu ingresso na política tem como objetivo "restabelecer o equilíbrio na família" e atuar na defesa das "crianças e mulheres".
Sem especificar projetos, o pré-candidato afirmou no vídeo que pretende atuar contra o que classificou como "coisas erradas".
“Que honra, eu que agradeço a oportunidade. Posso garantir que não vai faltar luta, que não vai faltar vontade, que não vai faltar garra pra trazer de volta o equilíbrio pra família. Trazer de volta o equilíbrio pras crianças, pras mulheres, pros homens. Porque a gente tá vendo aí muito desequilíbrio, com muita coisa errada acontecendo e a gente precisa mudar essa história", declarou Dolabella no registro.
Histórico judicial
A pauta apresentada pelo novo filiado do MDB ocorre em um contexto onde seu nome figura em uma série de processos judiciais e denúncias recentes e passadas envolvendo violência doméstica.
2008: O ator foi julgado e condenado após empurrar sua então noiva, a atriz Luana Piovani, durante uma discussão.
2010: A publicitária Viviane Sarahyba relatou ter sofrido agressões físicas durante o relacionamento com o ator e obteve uma medida protetiva contra ele na Justiça.
Agosto de 2025: A Justiça do Rio de Janeiro condenou Dado Dolabella a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto. A condenação foi motivada por agressões cometidas contra uma ex-namorada, que também é prima do ator.
Outubro de 2025: A modelo Marcela Tomaszewski denunciou o ator por violência física e psicológica. Segundo os autos, a modelo chegou a negar as agressões inicialmente sob a justificativa de coação e medo, mas posteriormente apresentou fotos de hematomas e solicitou medidas protetivas amparadas pela Lei Maria da Penha. Após as denúncias, Marcela mudou-se do Brasil.
O MDB do Rio de Janeiro ainda não emitiu uma nota oficial para explicar a exclusão do vídeo das redes sociais de Washington Reis ou para comentar o histórico do pré-candidato em relação à sua pauta política.







