A música popular brasileira se despediu neste sábado (20) de Lindomar Castilho, que morreu aos 85 anos. Ídolo popular nas décadas de 1970 e 1980, Castilho construiu uma carreira marcada por canções românticas de grande sucesso, mas também por um episódio trágico que marcou sua trajetória de forma indelével. A causa da morte não foi divulgada pela família.
Nos últimos anos, o cantor levava uma vida reservada em um apartamento em Goiânia, enfrentando um quadro de Parkinson diagnosticado há cerca de uma década. O velório está marcado para este sábado (20/12), a partir das 13h, no Cemitério Santana, na capital goiana, reunindo familiares e pessoas próximas.
A confirmação do falecimento foi feita pela filha de Lindomar, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. Em um desabafo emocionante, ela refletiu sobre a humanidade e a dor, lembrando também o episódio que marcou o nome do pai. "Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira", escreveu.
Conhecido como o "Rei do Bolero", Lindomar Castilho emplacou sucessos como “Você É Doida Demais” e “Eu Amo a Sua Mãe”, esta última utilizada como tema de abertura da série Os Normais, da TV Globo. No entanto, em 30 de março de 1981, sua carreira foi marcada por um crime que marcou o país: o assassinato da ex-esposa Eliane de Grammont, de 26 anos, durante uma apresentação em São Paulo.
O cantor foi julgado em 1984 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, e o episódio passou a definir, de forma definitiva, o legado controverso que acompanha sua trajetória, mesclando sucesso musical e tragédia pessoal.








