Um atraso considerável no desfile do bloco Olodum, que aconteceu no último domingo (15) em Salvador, na Bahia, provocou um efeito cascata em toda a programação do Carnaval. Para esclarecer o que realmente aconteceu, o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, deu uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (16) e explicou a situação.
Havia rumores de que a Polícia Militar teria interrompido o desfile, mas Edington foi direto ao negar essa versão. Segundo ele, a causa dos problemas foi uma combinação de fatores, que começou antes mesmo de o bloco sair.
Problemas técnicos e o gigantismo do Olodum
Edington contou que o Olodum é um bloco enorme, “gigantesco”, nas palavras dele. É o primeiro a desfilar, e isso é combinado com os outros blocos justamente para que ele tenha todo o espaço necessário. “É um bloco super tradicional e que merece o nosso respeito”, destacou o presidente da Saltur, mostrando a importância cultural do Olodum para o Carnaval baiano.
No entanto, uma série de imprevistos técnicos atrapalhou a fluidez do desfile. Edington detalhou os problemas:
- Falha na segurança das cordas que delimitam o bloco;
- Um problema na embreagem do equipamento sonoro.
“Tudo isso se somando, e acontecendo no meio do circuito, acaba gerando atraso”, explicou ele. Esses contratempos, acontecendo durante o percurso, são difíceis de resolver rapidamente e impactam diretamente o ritmo do desfile.
Efeito dominó e solidariedade na folia
O resultado dos contratempos foi um desfile do Olodum que durou 6 horas e 40 minutos – um tempo muito maior do que o esperado. Essa demora, inevitavelmente, atrasou a saída do bloco seguinte, o Ilê Aiyê, que também é um símbolo do Carnaval de Salvador. “Acabou prejudicando um pouco o Ilê”, lamentou Edington.
Mesmo com o transtorno, o presidente da Saltur fez questão de elogiar a agilidade das equipes envolvidas na organização da festa. Ele creditou a ação conjunta de diversos órgãos por evitar que o problema ficasse ainda maior. “É por conta da ação nossa, em conjunto com todos os órgãos da Prefeitura, Codesal, os órgãos de segurança pública, bombeiros, os órgãos de fiscalização”, afirmou. Edington ainda destacou a ajuda de fiscais e até de cordeiros de outros blocos, que se juntaram para ajudar o Olodum e garantir que os desfiles continuassem, mostrando a solidariedade que marca a folia soteropolitana.







