O sucesso do show do Guns N’ Roses em Salvador, realizado no último dia 15 de abril, reacendeu a esperança de que a capital baiana se firme definitivamente no roteiro das grandes estrelas mundiais. Com a Arena Fonte Nova lotada em plena quarta-feira, o evento atraiu cerca de 40 mil pessoas e provou a capacidade logística da cidade.
Segundo Nei Ávila, um dos responsáveis pela vinda da banda de rock ao Brasil, a repercussão positiva já gerou resultados práticos. Empresários do setor internacional entraram em contato com produtoras locais demonstrando interesse em incluir Salvador em futuras turnês. A expectativa é que o movimento não pare por aqui.
Marcelo Britto, CEO da Salvador Produções, destacou que a apresentação foi uma das mais bem avaliadas pela produtora. Para ele, o evento não foi apenas um show de música, mas uma oportunidade de fortalecer o turismo e a economia criativa, trazendo público de fora para consumir em hotéis, restaurantes e transportes da capital.
A vinda do grupo liderado por Axl Rose aconteceu após um desafio proposto por empresários do sul do país, que questionaram se Salvador suportaria um projeto desse porte. A resposta veio com uma organização rigorosa, focada em evitar a superlotação e garantir o conforto do público, o que serviu de vitrine para o mercado externo.
Embora a promessa de Salvador entrar na rota internacional já tenha sido feita em anos anteriores, após shows de Beyoncé e Paul McCartney, o cenário atual parece mais otimista. Inclusive, já existe a confirmação de que outro show internacional deve desembarcar na Arena ainda este ano, sob o comando de uma nova empresa.
O histórico de grandes públicos na cidade reforça esse potencial. Enquanto o ex-Beatle Paul McCartney levou 50 mil pessoas ao estádio em 2017, o Guns N’ Roses conseguiu superar a marca de Roger Waters, consolidando o público do rock como um dos mais fiéis e lucrativos para o entretenimento baiano.







