Nesta segunda-feira (23), os restos mortais dos cinco integrantes do grupo musical Mamonas Assassinas passarão por um processo de exumação. A medida foi definida em comum acordo pelas famílias dos artistas e tem como objetivo a cremação dos corpos. Posteriormente, as cinzas serão transformadas em um composto orgânico que servirá para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, na Grande São Paulo.
O projeto visa estabelecer uma homenagem duradoura a Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. A escolha de Guarulhos para abrigar as árvores reforça a ligação histórica do grupo com o município, local onde os músicos cresceram e iniciaram sua trajetória artística. Com a transformação das cinzas em adubo para as mudas, as famílias buscam criar um espaço de preservação da memória da banda por meio da natureza.
O falecimento dos músicos ocorreu em 2 de março de 1996, em decorrência da queda da aeronave Learjet 25D na Serra da Cantareira, zona norte da capital paulista. O acidente aconteceu durante uma tentativa de arremetida e também vitimou o piloto, o copiloto, um assistente de palco e um segurança que acompanhavam a equipe.
Naquele período, o Mamonas Assassinas vivenciava o ápice de sua carreira profissional. O disco de estreia da banda alcançou a marca de milhões de cópias comercializadas, consolidando o grupo como um dos principais êxitos de vendas da indústria fonográfica brasileira da década.
As cerimônias fúnebres realizadas à época registraram uma mobilização expressiva do público. O velório, sediado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos, recebeu um público estimado em 30 mil pessoas. Em seguida, o cortejo até o cemitério Parque das Primaveras contou com a presença de mais de cem mil indivíduos, marcando um dos eventos de maior repercussão popular na história recente do país.








