Depois de uma espera de quase uma década, a Casa de Oxumarê, um dos terreiros de candomblé mais importantes de Salvador, conseguiu o registro oficial de seu nome como marca. A vitória foi celebrada como um passo crucial para a proteção de sua história e identidade.
Na prática, o registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) impede que outras pessoas usem o nome do terreiro de forma indevida. Segundo o advogado do caso, isso é uma ferramenta para proteger a comunidade e a memória da casa, evitando golpes ou associações falsas.
Com mais de 180 anos de história, a liderança da casa religiosa comemorou a novidade nas redes sociais. Para eles, o documento é mais que um papel: é a garantia de proteção da identidade, da memória e da legitimidade do trabalho que preserva a fé e a cultura ancestral.
Babá Pecê, o babalorixá do terreiro, afirmou que a conquista é “mais um instrumento de proteção do nome, da história e da ancestralidade dessa casa”. A medida fortalece a preservação de um legado construído por muitas gerações.
Fundada no século XIX, a Casa de Oxumarê é um símbolo de resistência. O terreiro teve que se mudar para o bairro da Federação em 1904 para fugir da perseguição policial da época. Desde 2013, é considerado patrimônio histórico e artístico pelo Iphan.







