A escritora Ana Maria Gonçalves foi empossada na Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se a primeira mulher negra a ocupar a cadeira 33. A cerimônia ocorreu no Petit Trianon, sede da ABL, no Centro do Rio de Janeiro. Ana Maria assumiu o posto antes ocupado por Evanildo Bechara, que faleceu em maio deste ano.
Com 54 anos, a autora mineira é a 13ª mulher a ser eleita para a ABL e a sexta entre os atuais imortais, além de ser a acadêmica mais jovem a integrar a instituição. Durante seu discurso, Ana Maria enfatizou a necessidade de representação e a luta contra a exclusão de mulheres e outros grupos ao longo da história da academia.
“Acredito que a discussão em torno da candidatura da escritora Conceição Evaristo em 2018 contribuiu para eu estar aqui hoje. Independentemente do resultado, foi uma candidatura que fez com que a ABL olhasse para si e, diante da sociedade, finalmente percebesse o quão homogênea ainda era”, afirmou Ana Maria Gonçalves.
A cerimônia de posse contou com a presença de personalidades como Lilia Schwarcz, que a recebeu, e Ana Maria Machado, que lhe ofereceu o colar. O diploma foi entregue por Gilberto Gil. A comissão de entrada incluiu renomados nomes como Rosiska Darcy de Oliveira, Fernanda Montenegro e Miriam Leitão, enquanto a comissão de saída foi composta por Domício Proença Filho, Geraldo Carneiro e Eduardo Giannetti.
O fardão utilizado por Ana Maria foi confeccionado por integrantes da escola de samba Portela, que homenageou sua obra “Um Defeito de Cor” como enredo para o carnaval de 2024.







