Prestes a completar 80 anos em junho, o cantor Alceu Valença está na estrada com a turnê "80 Girassóis". O show é uma verdadeira viagem no tempo, onde o artista revisita as fases que construíram sua carreira, passando por sucessos como "Anunciação" e "Morena Tropicana".
Para Alceu, o tempo não é algo linear. Ele explica que sua trajetória é feita de "portas" que se abrem para diferentes lugares que marcam sua vida: o sertão de Pernambuco, Recife, Olinda, o Rio de Janeiro e até o período em que viveu na França.
O repertório da nova turnê foi montado como um roteiro de cinema. O público acompanha a evolução do artista desde o início, nos festivais da década de 70, até os grandes álbuns que o consagraram como um dos maiores nomes da nossa música.
O cantor, que é do interior de Pernambuco, destaca a forte ligação cultural entre os estados do Nordeste. Ele aponta que as semelhanças entre a Bahia, Paraíba, Alagoas e Sergipe são fundamentais para a identidade artística da região.
Sobre a modernidade, Alceu confessa que não entende bem a lógica das redes sociais e dos vídeos virais. Para ele, o sucesso na internet é imprevisível e muito diferente da época em que precisou de dez anos de trabalho duro para estourar nacionalmente.
Mesmo com décadas de estrada, o artista não fala em aposentadoria. Ele segue focado em levar sua poesia e o ritmo do sertão para os palcos, mantendo viva a essência que o transformou em um símbolo da cultura brasileira.







